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Quanto tempo o novo coronavírus sobrevive nas superfícies? Qual é o tamanho dele? Quantos metros ele pode viajar pelo ar? Como é que os termômetros funcionam? Todas essas dúvidas e outras relacionadas à doença que tem atingido o mundo todo foram respondidas na última QuartaàsQuatro, realizada no último dia 26, com o tema "Tecnologia e Inovação na COVID-19".

A live foi promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O evento online reuniu os pesquisadores Mônica Naccache, Carlos Hall e Marcelo Fiszman, todos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e Jorge Biolchini, representando o Ibict.

Ao longo da live, os pesquisadores relataram como a ciência, a tecnologia e a inovação são importantes para o combate à COVID-19. De maneira didática, os especialistas discutiram sobre assuntos relacionados à tecnologia e à inovação na COVID-19, como a contaminação pelo ar e os estudos de simulação e prevenção, mecanismos de como o vírus age nos pulmões, respiradores, termômetro infravermelho, oxímetro de pulso, teste para COVID-19 baseado em metamateriais, Inteligência Artificial (IA) e aplicações de IA em epidemias.

Mônica Naccache, Carlos Hall, Marcelo Fiszman e Jorge Biolchini são pesquisadores da equipe do Observatório de Evidências Científicas, uma iniciativa do Ibict em parceria com o MCTI. A proposta do Observatório é auxiliar toda pessoa interessada em informação de qualidade sobre Covid-19 para que possa se orientar e tomar decisões apropriadas sobre distintos aspectos desse problema de saúde coletiva, com base em pesquisas conduzidas com rigor metodológico.

A live está disponível integralmente na página do Ibict no Youtube.

Veja abaixo:

 

 

Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

Em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e da atenção primária à saúde, os médicos Clóvis Ricardo Montenegro de Lima, Danielle Ribeiro de Moraes, Eugenio Scannavino Netto e Lúcio José Botelho participaram da live QuartaàsQuatro, promovida semanalmente pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). A live ocorreu no último dia 15 e pode ser conferida integralmente no canal do Ibict no Youtube.

Ao longo da live, os profissionais e pesquisadores ressaltaram a importância do SUS e do papel da informação para as atividades de prevenção e promoção da saúde, com foco na atenção primária. Além disso, também foram debatidas a atuação das lideranças comunitárias e a centralidade da promoção de políticas públicas para as populações mais vulneráveis.

Clóvis Montenegro de Lima e Lúcio Botelho reforçaram, em suas explanações, que as equipes de saúde da família e agentes comunitários exercem papel importante nas estratégias de enfrentamento à COVID-19, doença que tem atingido todo o planeta. Além disso, destacaram a informação no processo de prevenção, promoção e recuperação de doenças.

Entre as experiências de atuação nas comunidades, Eugênio Scannavino Netto contou seu trabalho como fundador e coordenador do projeto Saúde & Alegria, uma iniciativa civil sem fins lucrativos que atua desde 1987 em comunidades da Amazônia brasileira. Durante sua fala, Eugenio trouxe relatos sobre a atuação da equipe do projeto na prevenção da COVID-19 nas populações ribeirinhas e as políticas de saneamento e prevenção de doenças desde a atenção primária.  

Outro destaque sobre experiências foi trazido pela professora Danielle de Moraes, que discutiu a respeito de ações em saúde nas favelas do Rio de Janeiro. A pesquisadora ressaltou a relevância das lideranças comunitárias e reforçou a centralidade do trabalho em parceria entre Estado e sociedade nas ações de promoção à saúde, como o fornecimento de água potável e as políticas de cuidado à saúde mental das comunidades moradoras das favelas brasileiras.

A live está disponível no canal do Ibict no Youtube. Clique abaixo para assistir.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

Arthur Coelho Bezerra é pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação/Ibict-UFRJ. Ele também é vice representante da América Latina e Caribe no Conselho Consultivo do International Center for Information Ethics (ICIE) e coordenador do grupo de pesquisa Estudos Críticos em Informação, Tecnologia e Organização Social (Escritos).

Na entrevista ao site do Ibict, o professor reflete sobre a ética da informação no cenário de emergência da Covid-19. Com a pandemia, surgem novas formas de monitoramento social e de dados, na tentativa de mitigar o contágio do vírus. Para o pesquisador, o controle de dados pessoais nesse contexto enfrenta uma série de dimensões éticas e pode ser positivo ou negativo.

Como você define vigilância e o que esse tema nos diz sobre a sociedade contemporânea?

Arthur Coelho Bezerra - Em termos gerais, a vigilância é o monitoramento de alguma coisa (seja de pessoas, organismos, objetos, lugares, fenômenos ou outros tipos de informação) para o exercício de algum tipo de influência e controle, que podem ser positivos ou negativos em suas finalidades. A vigilância não é uma prática inaugurada na modernidade, mas ganha uma aparência de ubiquidade e onipresença quando incorporada às tecnologias de comunicação e informação.

Como você define ética da informação e em que ela se basearia? Qual é a questão-chave desse campo de estudo?

Arthur Coelho Bezerra - Se entendemos a ética como o estudo dos valores que orientam a conduta dos agentes, ou seja, como a ciência da moral, a ética da informação, por analogia, refere-se à observação reflexiva das práticas sociais no campo da informação, tendo como objetos de análise tanto os comportamentos informacionais dos indivíduos quanto a estrutura dos ecossistemas informacionais, que condicionam as dinâmicas de produção, circulação e uso da informação.

Como a Covid-19 impactou o mundo na questão informacional e de vigilância digital? Quais tecnologias emergentes você pode citar?

Arthur Coelho Bezerra - Vamos pensar na temperatura do corpo: em princípio, um dado biométrico como esse é de interesse privado – em condições normais, ninguém é obrigado a revelar para outras pessoas se está ou não febril. No entanto, em uma situação de pandemia, o interesse público se impõe sobre o direito individual à privacidade: se apresentar febre pode significar um possível contágio pelo vírus, cidadãos e cidadãs passam a ser obrigados a revelar essa informação pessoal no momento de ingresso em certos ambientes públicos. A pandemia, nesse sentido, produz um encolhimento das dimensões da privacidade.

Um outro exemplo de tecnologia digital usada no combate à Covid-19 é referente às técnicas de georreferenciamento, que se tornaram importantes aliadas tanto no combate às aglomerações de pessoas, por conta de protocolos de distanciamento social, quanto no rastreio dos trajetos de indivíduos e detecção de suas passagens por áreas de risco de contaminação. Neste caso, o processo de “anonimização” dos dados, ou seja, a desassociação das informações que possam identificar diretamente o indivíduo, contribui para que o combate ao vírus não seja feito às custas das perdas de privacidade dos indivíduos.

Quais as diferenças que você observa nos países asiáticos e outros países (Europa, Américas) em relação ao uso da informação para o combate ao vírus? Como você enxerga o Brasil em relação a outros países?

Arthur Coelho Bezerra - As práticas de vigilância têm se mostrado mais disseminadas em países asiáticos, especialmente na China, país que possui mais de 200 milhões de câmeras de vigilância e que foi também palco do primeiro caso registrado da Covid-19. Segundo o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, a vigilância disseminada por lá é fruto da mentalidade autoritária que caracteriza a tradição cultural confucionista, que faz com que as pessoas sejam menos avessas ao controle e mais obedientes ao governo do que em países da Europa e das Américas. Isso inclui o Brasil, que, além de apresentar maiores níveis de desobediência às medidas de isolamento social, por exemplo, tem como agravante o desencaixe entre a orientação de organismos mundiais de saúde e as práticas governamentais efetivamente adotadas.

Você costuma avaliar a questão da vigilância sob uma perspectiva dialética. Por que é mais adequado olhar sob essa perspectiva e de que forma a vigilância na pandemia pode ser um fenômeno positivo e um fenômeno negativo?

Arthur Coelho Bezerra - O caso chinês é um bom exemplo para pensarmos dialeticamente: se um governo considerado mais autoritário e no qual o indivíduo tem menos privacidade é potencialmente mais capaz de conter a pandemia através da imposição de medidas de restrição à população, devemos crer que a privacidade é inimiga da segurança? Penso que não, e a história recente nos dá exemplos disso, como vimos nas práticas de vigilância em massa realizadas pela agência de segurança norte-americana após o 11 de setembro de 2001, em nome de um suposto combate ao terrorismo que se revelou, na prática, uma estratégia de controle econômico e político. Por isso, é importante que as práticas de vigilância sejam constantes alvos de análises e avaliações a respeito de suas finalidades e efeitos, tarefas para as quais a ética da informação tem muito a contribuir. 

O que podemos aprender com a Covid-19 e como você imagina o mundo pós-pandemia?

Arthur Coelho Bezerra - A grande circulação de desinformação nas redes digitais em relação à Covid-19 ressalta a importância, por um lado, da existência de um ecossistema informacional diversificado e comprometido com a confiabilidade dos fatos e verificação das informações, atributos caros à prática jornalística de qualidade. Por outro lado, além da confiança na imprensa, é necessário fortalecer a confiança na ciência, não apenas mitigando movimentos anticiência, como as campanhas antivacinas e os terraplanismos de ocasião, como também, e mais ainda, fomentando a pesquisa científica do país. Não devemos esquecer que a pandemia mais devastadora da história humana ocorreu na Idade Média, no século XIV, em um período de estagnação da ciência que foi posteriormente superado pela revolução científica de Copérnico, Galileu e outros. Com algum otimismo (este que tanto nos falta em períodos de isolamento), podemos vislumbrar, também, um futuro possível de superação do negacionismo científico e informacional.

 

Carolina Cunha

Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Sob o tema “O papel da Ciência Aberta e Governo Aberto face à pandemia do novo coronavírus (COVID-19)”, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promoverá, no dia 18 de junho, o II Encontro Nacional de Ciência Aberta e Governo Aberto, das 14h às 16h. O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) é um dos parceiros na organização do evento, que será realizado como um webinar.

O evento propõe uma reflexão sobre a importância da abertura dos dados no enfrentamento à pandemia e suas perspectivas, barreiras e usos de dados governamentais abertos para a saúde da sociedade. Assim como no primeiro encontro, o objetivo é aproximar as duas perspectivas que estão potencializadas pelo atual cenário de pandemia, em que se torna mais urgente e necessária a atuação conjunta das iniciativas públicas e privadas, exigindo uma atuação transparente e aberta à participação social.

O webinar contará com a participação da diretora executiva da Open Knowledge Brasil (OKBR), Fernanda Campagnucci, e do coordenador do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz), Daniel Villela. O coordenador de Informação e Comunicação da Fiocruz, Josué Laguardia, será o mediador da roda de conversa.

O encontro é resultado das ações da Fiocruz no âmbito do 4º Plano de Ação Brasileiro (2018-2020), da Parceria pelo Governo Aberto (Open Government Partnership – OGP), que tem o compromisso de “estabelecer mecanismos de governança de dados científicos para o avanço da ciência aberta no Brasil”.

Além da Fiocruz e do Ibict, compõem a organização do evento: a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Rede Nacional de Pesquisa (RNP).

Gratuito e aberto ao público, o webinar será transmitido pelo canal da Fiocruz no Youtube. Não é necessário fazer inscrição prévia para participação.

Serviço:
Webinar O papel da Ciência Aberta e Governo Aberto face à pandemia do novo coronavírus (COVID-19)
Data: 18 de junho (quinta-feira), das 14h às 16h.
Acompanhe ao vivo pelo Youtube da Fiocruz

Programação

ABERTURA

RODA DE CONVERSA Ciência Aberta e Governo Aberto: no contexto da COVID-19.
Mediação: Josué Laguardia - coordenador de Informação e Comunicação da Fiocruz
Daniel Villela - coordenador do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz)
Fernanda Campagnucci - diretora da Open Knowledge Brasil

PERGUNTAS E RESPOSTAS

ENCERRAMENTO


Fonte: Fiocruz, com colaboração de Patrícia Osandón (Núcleo de Comunicação Social do Ibict)

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Com o objetivo de fornecer dados oficiais relacionados à pandemia, o governo federal lançou em março, por meio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), o Infográfico Interativo sobre o coronavírus, que apresenta dados atualizados e uma linha do tempo com notícias em ordem cronológica de diversas fontes relacionadas à COVID-19.

O site agora faz parte do portal #CiênciaMCTICnoCombate #COVID19, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que agrupa as ações que o Ibict e outras instituições ligadas ao Ministério têm desenvolvido na área de pesquisa científica sobre a pandemia.

Trata-se de um mapa interativo com base no Sistema Aberto de Observatório para Visualização de Informações (Visão), criado pelo Ibict, em que é possível acessar e cruzar dados atualizados sobre o coronavírus como, por exemplo, o número de casos informados pelos órgãos oficiais.

O sistema permite a verificação de vários tipos de dados que podem ser facilmente acessados por meio de três elementos principais: indicadores (população por faixa etária, situação de trabalho e quantidade de profissionais de saúde, entre outros); filtros (como região, tipo de transmissão, número de casos confirmados, óbitos e pacientes recuperados); ou camadas (como hospitais de referência).

Há também uma linha do tempo em que são organizadas informações em ordem cronológica com a trajetória da COVID-19 desde o dia 26 de fevereiro, quando foi confirmado o primeiro caso de coronavírus no Brasil. A linha mostra notícias publicadas nos principais meios de comunicação do Brasil e permite a navegação de forma linear ou por data de publicação dos textos.

O portal #CiênciaMCTICnoCombate #COVID19 apresenta mais três áreas: a Rede Vírus MCTIC, com atividades promovidas pelo ministério; o Universo Científico, com ações de disseminação de informações científicas para pesquisadores e o Ciência em Casa MCTIC, com atividades científicas, jogos e informações destinadas a levar à população o conhecimento científico de forma lúdica.

Para ter acesso às informações do Infográfico, clique aqui.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Entre os produtos lançados pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) para enfrentamento ao novo coronavírus está o Observatório de Evidências Científicas sobre COVID-19. O site, que integra o portal Universo Científico, disponibiliza informação confiável, cientificamente validada, organizada de maneira sistematizada, sintetizada e escrita de forma clara, sobre diferentes aspectos relacionados à pandemia viral da COVID-19.

O site contou com a atuação de cerca de 20 profissionais das áreas da Ciência da Informação, Tecnologia da Informação e Saúde, sob a coordenação dos médicos e pesquisadores Clóvis Ricardo Montenegro de Lima e Jorge Biolchini. O desenvolvimento do site foi pautado pela premissa de que informação de qualidade é vital quando estamos diante de um problema que afeta a saúde, especialmente uma pandemia cujos efeitos se dão em uma escala coletiva.

Como explica Clóvis Lima, o observatório surge em um momento de muitas discussões em relação ao enfrentamento da pandemia, entre elas os debates sobre o isolamento social e os medicamentos contra o novo coronavírus. “Dentro da Ciência da Informação e na ciência como um todo existe um método de dirimir essas controvérsias, que é a Revisão Sistemática. Ou seja: buscar nas bases de dados o que está sendo dito e por quem de que forma. Foram escolhidas algumas categorias de trabalho e a partir dessas categorias desenvolvemos um trabalho de Revisão Sistemática Rápida”, explica o pesquisador.

A metodologia da Revisão Sistemática Rápida mencionada pelo pesquisador possibilita que os artigos mais relevantes sobre o assunto sejam buscados nas bases de dados da literatura científica. Os artigos são selecionados segundo critérios metodológicos rigorosos, analisados minuciosamente, e sintetizados com uma linguagem clara, útil e aplicável.

O Observatório de Evidências Científicas sobre Covid-19 divide o conteúdo em cinco áreas: epidemiologia, tratamento, tecnologia, aspectos sociais e aspectos psicocomportamentais. A equipe do site está trabalhando ativamente para disponibilizar em breve um banco de dados com artigos científicos, bem como resenhas sobre os artigos.

O pesquisador Jorge Biolchini explica que as resenhas serão produzidas pela equipe com o objetivo de sintetizar com qualidade os artigos científicos selecionados sobre COVID-19. “Por meio da leitura das resenhas, o usuário poderá aprender sobre cada um desses artigos. Quando ele queira ter informações mais detalhadas dos artigos, também poderá fazê-lo por meio de links de acesso direto”, explica Jorge Biolchini. O pesquisador acrescenta que o observatório é uma ação fundamental para propiciar a diferentes públicos informação de qualidade e em linguagem acessível.

Clique aqui para conhecer o Observatório de Evidências Científicas sobre Covid-19 e aqui para conhecer a equipe que atua no projeto.

O observatório foi desenvolvido em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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A partir do entendimento de que ciência é a chave para o enfrentamento da pandemia de coronavírus/COVID-19, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) têm realizado várias ações para uma maior disseminação de informações científicas para os pesquisadores.

Entre essas ações está o portal Universo Científico, que congrega várias iniciativas. Todas as ações são aplicações sobre informações relacionadas com o universo científico na temática coronavírus/COVID-19 e que estão em constante atualização.

Na cerimônia de lançamento do portal COVID-19, realizada no dia 20 de maio, no MCTIC, a diretora do Ibict, Cecília Leite, destacou a importância da Ciência da Informação no combate à doença que já matou e contaminou milhões de pessoas no mundo. “Há vários conhecimentos sendo produzidos, por exemplo, na área da Saúde e da Tecnologia, e é muito importante que essa informação esteja organizada e a gestão desse conhecimento seja realizada para que se possa, efetivamente, oferecer o suporte necessário para os pesquisadores que trabalham em um determinado tema”, explicou a diretora.

Durante o lançamento, a diretora do Ibict destacou o apoio recebido da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da UNESCO, e da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) na criação do Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus e do Repositório de Preprints EmeRI, disponíveis dentro do portal Universo Científico.

Confira detalhadamente cada uma das iniciativas disponíveis dentro do portal Universo Científico:

Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus: O diretório tem o objetivo de reunir as fontes de informações científicas em acesso aberto, tanto nacionais como internacionais, que disponibilizam conteúdos sobre o coronavírus e a COVID-19. O serviço está inserido dentro dos princípios do Ibict de uma atuação comprometida e disseminadora da Ciência Aberta no Brasil.

O diretório disponibiliza artigos científicos já publicados e também preprints (em português pré-publicações), ou seja, um manuscrito de um artigo científico que ainda não foi publicado em uma revista científica. Além disso, o diretório reúne dados de pesquisa, ensaios clínicos, teses, dissertações, relatórios e evidências e outros materiais referentes à produção dos pesquisadores de todo o mundo.

Rede de Especialistas e Pesquisas sobre Coronavírus e Síndrome Respiratória Aguda Grave: O objetivo é apresentar a rede de colaboração existente entre pesquisadores e sua respectiva produção científica sobre os temas coronavírus, Síndrome Aguda Respiratória e COVID-19. Os resultados apresentados foram obtidos por meio do mapeamento na plataforma Lattes das pesquisas científicas que continham termos específicos relacionados aos temas coronavírus, Síndrome Aguda Respiratória e COVID-19, identificando-se seus respectivos autores/pesquisadores.

Repositório de Preprints EmeRI: O Repositório de Preprints Emerging Researcher Information (EmeRI) foi implementado com o objetivo de prestar serviços às revistas e editores, de modo a agilizar a difusão de resultados de pesquisas científicas emergentes a partir da disponibilização de arquivos de preprints. A proposta do EmeRI surgiu conforme demandas espontâneas de alguns editores científicos brasileiros que viram a necessidade de acelerar a disponibilização dos artigos submetidos a suas revistas, especialmente frente à pandemia do Coronavírus.

O EmeRI insere-se nos movimentos mundiais de Acesso Aberto e Ciência Aberta, que pressupõem, respectivamente, o acesso à informação científica livre de barreiras e a abertura e celeridade do processo científico.

Observatório de evidências científicas sobre COVID-19: É uma ferramenta na qual é possível encontrar informação confiável, cientificamente validada, organizada de maneira sistematizada, sintetizada e escrita de forma clara, sobre diferentes aspectos relacionados à pandemia viral da COVID-19.

A metodologia utilizada para produzir essas informações é a Revisão Sistemática Rápida, com a qual os artigos mais relevantes são buscados nas bases de dados da literatura científica, selecionados segundo critérios metodológicos rigorosos, analisados minuciosamente, e sintetizados com uma linguagem clara, útil e aplicável.

Fontes de Fomento para o combate à COVID19: O pesquisador brasileiro encontra nesse site o mapa das principais fontes de fomento à pesquisa ao combate ao coronavírus no contexto local e mundial. É possível dividir a busca por instituição, chamadas, local (nacional e internacional), link de acesso e prazos.

Especialistas brasileiros em COVID19: O site disponibiliza o perfil bio-bibliográfico (Quem é Quem) dos principais pesquisadores do país envolvidos com o combate ao coronavírus. É possível pesquisar por nome, formação acadêmica, instituição, cargo/função, ação realizada em relação ao novo coronavírus e links relacionados.

Portais COVID-19 pelo mundo: É possível localizar fontes de informações especializadas dos principais institutos de pesquisa e universidades do mundo com equipes mobilizadas para o combate ao coronavírus. As informações estão divididas por país, instituição, local, acesso e categoria.

Acessibilidade - COVID19: Neste site estão as principais fontes de informação com acessibilidade no contexto nacional e internacional, como informações governamentais, serviços e produtos de informação, matérias jornalísticas, ações de divulgação científica e iniciativas na Educação.

Boletim Temático do Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação: Disponibiliza a primeira edição do Boletim Temático do Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (OCTI), com dados e análises sobre a produção do conhecimento relacionado ao Coronavírus e à COVID-19.

Todos os sites estão disponíveis no portal Universo Científico, no seguinte endereço: http://universocientifico.ibict.br/universocientifico.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict, com informações do portal Universo Científico

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O ministro Marcos Pontes anunciou, em cerimônia realizada na noite de 20 de maio, o lançamento do portal #CiênciaMCTICnoCombate #COVID19, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que conta com atuação direta do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

O evento aconteceu no auditório do MCTIC e contou com a participação da diretora do Ibict, Cecília Leite, do secretário executivo do MCTIC Julio Semeghini, do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Evaldo Vilela e do deputado federal Cezinha de Madureira. Participaram ainda, por videoconferência, a diretora e representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, Marlova Noleto e do presidente da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC), Sigmar Rode.

Com o objetivo de sistematizar e disponibilizar informações científicas sobre a COVID-19, o portal servirá como um agregador de ações do Ibict, bem como de outros órgãos de apoio ou unidades vinculadas ao MCTIC, que estejam lidando com o tema e que possam auxiliar a sociedade a ter acesso oficial e de qualidade a dados sobre a pandemia.

Para Marcos Pontes, a única arma para combater a pandemia é a ciência. “Tenho certeza que este portal vai ser extremamente importante para alavancar as pesquisas e para trazer informações rápidas. Um portal como este tem uma capacidade gigantesca de ajudar nossos cientistas e nossa sociedade a conhecerem melhor este problema e encontrar soluções”, relata o ministro.

Cecília Leite, diretora do Ibict, afirma que a parceria com o MCTIC para o desenvolvimento do portal “é uma grande oportunidade de poder reunir as informações existentes sobre o coronavírus e facilitar o trabalho de pesquisa, mas também de deixar muito clara a importância da ciência da informação neste momento”.

A estrutura do portal

O portal é dividido em quatro áreas: Rede Vírus MCTIC, com atividades promovidas pelo ministério; Infográfico Interativo, que permite a visualização de dados relacionados à COVID-19; Universo Científico, com ações de disseminação de informações científicas para pesquisadores e Ciência em Casa MCTIC, com atividades científicas, jogos e informações destinadas a levar à população o conhecimento científico de forma lúdica.

Rede Vírus MCTIC é um comitê de assessoramento estratégico que reúne especialistas, representantes de governo, agências de fomento do ministério, centros de pesquisa e universidades cujo objetivo é integrar iniciativas em combate a viroses emergentes. Criada pelo MCTIC, a rede atua na articulação de laboratórios de pesquisa, com foco na eficiência econômica e na otimização e complementaridade da infraestrutura e de atividades de pesquisa, em especial com o coronavírus.

No Infográfico Interativo, baseado no Sistema Aberto de Observatório para Visualização de Informações (Visão), será possível obter dados e informações oficiais e atualizadas por estado relacionadas à pandemia e permite a interação com outros tipos de dados oficiais, como população por faixa etária, lista de hospitais de referência, além de ser possível a aplicação de filtros geográficos. Há também uma linha do tempo em que são organizadas informações cronológicas de diversas fontes relacionadas à COVID-19.

Em Universo Científico são apresentadas ações relacionadas à pesquisa na temática do coronavírus, que podem ser acessadas a partir de nove categorias: Diretório de fontes de informação científica de livre acesso sobre o coronavírus, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da UNESCO; Rede de especialistas e pesquisas; Repositório de pré-prints EmeRI, com apoio da ABEC; Observatório de evidências científicas sobre a COVID-19; lista de fontes de fomento; perfil bio-bibliográfico de especialistas brasileiros que estudam a doença; lista de portais sobre a COVID-19 pelo mundo; Acessibilidade – COVID-19, com informações sobre a doença para comunidades de cegos e de surdos; e o Boletim Temático do Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Já o Ciência em Casa MCTIC traz grande parte do conteúdo do Canal Ciência do Ibict, com atividades científicas, jogos e informações apresentadas de forma lúdica e divertida para alunos e professores de ensino fundamental e médio que estão em casa no período de isolamento.

O portal também está formando um banco de voluntários com pessoas que já contraíram o vírus COVID-19 e estão recuperadas, não apresentando carga viral.

O projeto foi liderado pela equipe do Gabinete do MCTIC com atuação direta da Secretaria de Políticas para Formação e Ações Estratégicas (SEFAE) e pela diretoria do Ibict, por meio da Coordenação-geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Novos Produtos (CGNP), pela Coordenação-geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados (CGPC) e pela Coordenação-geral de Tecnologias da Informação e Informática (CGTI).

Clique aqui para acessar ao portal.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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O setor produtivo brasileiro tem enfrentado uma série de consequências com a pandemia do novo coronavírus e vivenciado grandes impactos econômicos na indústria, no comércio e nos serviços de pequeno, médio e grande porte.

Com as restrições de circulação da população e a paralização temporária de alguns serviços, como forma de prevenção e combate ao vírus, os microempreendedores tendem a ser bastante afetados em decorrência da diminuição das vendas.

Desde 2004, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com apoio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), mantém o Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas, o SBRT, um sistema gratuito de informação tecnológica que tem a missão de orientar na solução de problemas em produtos, sobretudo de pequenos negócios. O serviço conta ainda com a parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Em novembro de 2019, na comemoração dos 15 anos do SBRT, o ministro Marcos Pontes destacou a importância do serviço. “A real finalidade de um ministério como o MCTIC é reduzir o gap entre produção de conhecimento e produção de inovação”, disse no evento, que contou com a presença de representantes das instituições parceiras e de empresários beneficiados pelo programa.

Durante a pandemia, o serviço tem sido uma fonte essencial de pesquisa para microempreendedores que querem começar um novo negócio, que precisam melhorar seus processos de produção ou desenvolver novos produtos. Por meio do serviço, podem contar com soluções personalizadas para resolver problemas de tecnologia de baixa complexidade em diversas áreas de atuação.

Para Marcel Garcia de Souza, coordenador de Tecnologias Aplicadas a Novos Produtos do Ibict (COTEA), o SBRT vai ajudar pessoas que necessitam se reinventar e buscar novas fontes de renda em meio à crise. “O SBRT é uma ferramenta poderosa no período da pandemia e vai ajudar pessoas que ficaram desempregadas, que queiram se aprofundar mais em seus negócios ou até mesmo iniciar um novo projeto”, explica.

Segundo o coordenador, houve um aumento significativo das pesquisas no site em relação ao mesmo período do ano passado e já há, inclusive, questões relacionadas diretamente à pandemia. Como exemplo, há uma resposta técnica publicada recentemente, que apresenta informações sobre os materiais de fabricação de máscaras de proteção ao COVID-19 por meio de impressoras 3D. Com uma introdução ao tema, seguida de recomendações, o documento apresenta dados científicos e referenciados, que proporcionam ao usuário toda a base necessária para a realização do procedimento requisitado.

Há ainda soluções para questões relacionadas à fabricação de álcool gel 70%, de respiradores mecânicos e ventiladores pulmonares até melhores formas de higienização de roupas em durante a pandemia. As respostas são personalizadas na forma de documentos técnicos que ficam armazenados na base de conteúdos hospedada pelo Ibict.

Para acessar as respostas mais recentes, clique aqui.

Como funciona o SBRT

No intuito de atender as demandas de empreendedores que necessitam de informações técnicas para a melhoria de seus produtos e processos, o SBRT possui um banco de dados com quase 34 mil respostas e dossiês técnicos, resultado de cerca de 66 mil perguntas realizadas pelos usuários da plataforma com mais de um milhão de acessos diretos aos seus conteúdos desde a sua criação.

Para elaborar as repostas técnicas, fazem parte da rede: Agência USP de Inovação – Universidade de São Paulo (AUSPIN), Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (CDT/UnB), Instituto Euvaldo Lodi da Bahia (IEL/BA), Instituto Euvaldo Lodi de Minas Gerais (IEL/MG), Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Rede de Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (Redetec), Sistema Integrado de Respostas Técnicas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (SIRT/UNESP), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial/Departamento Regional do Amazonas (Senai/AM) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial/Departamento Regional do Rio Grande do Sul (SENAI-RS).

Quem se interessar em enviar uma questão, basta realizar um cadastro no site do SBRT e preencher os campos solicitados. Antes de realizar a solicitação, recomenda-se fazer uma busca para consultar o banco de Informação e verificar se já não existe uma resposta. Caso não encontre, deve-se escolher a opção “Fazer Nova Solicitação”, que será encaminhada automaticamente à instituição integrante da rede mais próxima de você e respondida por especialistas.

O sistema envia, então, um link da resposta para o endereço de e-mail informado no cadastro com a solução personalizada, que será publicada na base de dados do sistema de informação SBRT (sem identificação do autor da pergunta) para divulgação e livre utilização por outros empreendedores ou microempresários que estejam passando pela mesma necessidade tecnológica. O prazo para a resposta é de 8 dias.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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A revista JTO Clinical and Research Reports acaba de publicar um artigo (em versão preliminar) com detalhes sobre o caso de um homem de 86 anos com 13 doenças crônicas que conseguiu se recuperar da COVID-19. O artigo está disponível no Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus*, que reúne fontes variadas de informações científicas em acesso aberto.

A publicação, que é assinada por cinco médicos de Guangzhou e Wuhan, local de registro de início da pandemia em dezembro de 2020, na China, traz detalhes sobre a recuperação de um homem de 86 anos, que chegou ao hospital no dia 22 de janeiro com temperatura corporal de 38,8°C e histórico de tosse.

Várias doenças crônicas foram verificadas no paciente, como hipertensão, diabetes, arteriosclerose cerebral, insuficiência renal crônica, pancreatite, entre outras. Como já amplamente noticiado pela comunidade científica, tais doenças debilitam o organismo na luta contra bactérias e vírus.

Conforme detalha o artigo, foi conduzido um tratamento associado contra a infecção e contra o vírus, com administração de metilprednisolona e de imunoglobulina humana para melhorar a imunidade do corpo. Após o tratamento, o paciente relatado no artigo apresentou testes negativos nos dias 15 e 19 de fevereiro de 2020.

O homem agora é um dos quase 700 mil casos recuperados de COVID-19 pelo mundo, doença que ocasionou a morte de cerca de 180 mil pessoas. O artigo reforça o quanto pacientes idosos precisam de atenção especial nos cuidados com a COVID-19.

O artigo está disponível na base da empresa Elsevier, uma das principais empresas de publicações científicas mundiais, que, por sua vez, está disponível no Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus.

Clique aqui para ler o artigo (acesso pela Elsevier, em inglês). 

* O Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus

O Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus foi lançado em abril de 2020 pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). O diretório tem o objetivo de reunir as fontes de informações científicas em acesso aberto, tanto nacionais como internacionais, que disponibilizam conteúdos sobre o coronavírus e a COVID-19. O serviço está inserido dentro dos princípios do Ibict de uma atuação comprometida e disseminadora da Ciência Aberta no Brasil.

O diretório disponibiliza artigos científicos já publicados e também preprints (em português pré-publicações), ou seja, um manuscrito de um artigo científico que ainda não foi publicado em uma revista científica. Além disso, o diretório reúne dados de pesquisa, ensaios clínicos, teses, dissertações, relatórios e evidências e outros materiais referentes à produção dos pesquisadores de todo o mundo. A navegação no diretório é feita a partir dos diferentes tipos de fontes levantadas.

Conheça o Diretório de Fontes de Informação Científica de Livre Acesso sobre o Coronavírus clicando aqui.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social

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