Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - Mostrando itens por marcador: covid19 Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Sala de Imprensa > Notícias > Reunião Técnica do CICIB
Início do conteúdo da página

O Observatório de Evidências Científicas COVID-19 - um portal do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), foi tema de um painel realizado durante o III Simpósio Internacional Network Science. A apresentação, que ocorreu no último dia 20, foi realizada pelo pesquisador Jorge Biolchini, coordenador do Observatório.

Além de Jorge Biolchini, o debate também contou com a presença de Gustavo Matta, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apresentou sobre as "Redes colaborativas na saúde: experiências com a Rede ZIKA e COVID-19". O debate foi mediado por Fábio Castro Gouveia, tecnologista em Saúde Pública da Fiocruz e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (convênio entre o Ibict e a Universidade Federal do Rio de Janeiro) e do Mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Fiocruz.

Durante o painel, Jorge Biolchini destacou a importância do Observatório de Evidências Científicas COVID-19 para o combate à doença. Como detalhou o professor durante o evento, a experiência da equipe com o Observatório também colabora para gerar um modelo que possa ser aplicado e adaptado para outras áreas da saúde. Além disso, o professor reforçou os males das fake News e da desinformação neste período.

O portal Observatório de Evidências Científicas COVID-19 é uma iniciativa do Ibict em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). A proposta do Observatório é auxiliar toda pessoa interessada em informação de qualidade sobre Covid-19 para que possa se orientar e tomar decisões apropriadas sobre distintos aspectos desse problema de saúde coletiva, com base em pesquisas conduzidas com rigor metodológico.

A metodologia utilizada para produzir as informações do portal é a Revisão Sistemática Rápida, com a qual os artigos mais relevantes são buscados nas bases de dados da literatura científica, selecionados segundo critérios metodológicos rigorosos, analisados minuciosamente, e sintetizados com uma linguagem clara, útil e aplicável.

Conheça o Observatório de Evidências Científicas COVID-19 clicando aqui.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

No dia 06 de outubro, a professora Sarita Albagli, do corpo docente do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido por meio de convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), participará da Semana da Propriedade Intelectual, Interesse Público e COVID-19 (Week of Intellectual Property, the Public Interest and COVID-19). O evento ocorre de hoje (05) até o dia 09 em formato digital.

A professora fará parte da equipe do painel "COVID no Brasil: o papel do Acesso Aberto, dos Recursos Educacionais e Dados Abertos e da Ciência no enfrentamento da pandemia", a partir das 16h (horário do Brasil). Durante o painel serão discutidas questões como a Ciência Aberta no enfrentamento à COVID-19, o acesso aberto e a relevância dos dados abertos para a educação. Também participarão do painel os pesquisadores Allan Rocha de Souza, Carla Arminda, Liz Sass, Tel Amiel e Vanessa Jorge.

A palestra contará com tradução simultânea em português, espanhol e inglês.

Para participar do evento, acesse: http://www.globalcongressip.org/events/covid-in-brazil-the-role-of-open-access-oer-and-open-data-and-science-in-facing-the-pandemic/.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

Está no ar a edição especial "A pandemia por COVID-19: desafios e oportunidades" da revista P2P & Inovação, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). O editorial da edição especial é assinado pelos pesquisadores Clóvis Ricardo Montenegro de Lima e Armando de Melo Lisboa (veja aqui a equipe completa que atuou na edição).

Entre os assuntos abordados dentro do tema principal da edição especial (volume 7, ano 2020) estão a economia solidária, os cenários pós-pandêmicos, o combate à desinformação, as desigualdades sociais e as tensões e conflitos em relação à pandemia. A Revista P2P & Inovação é uma publicação semestral, vinculada ao Grupo de Pesquisa Economias Colaborativas e Produção P2P no Brasil do Ibict.

O periódico tem a missão de oferecer um espaço de reflexão e debate sobre as mais diversas experiências de produção colaborativa entre pares, tendo em vista especialmente seu caráter de inovação nos âmbitos cultural, social e político. A revista conta com comitê e equipe editorial e também com o processo de avaliação por pares, quando os originais serão submetidos à aprovação de avaliadores externos, especialistas reconhecidos nos temas tratados.

Entre os temas de interesse da revista estão: tecnologias de informação e comunicação, propriedade intelectual, práticas de ensino e aprendizagem, estudos organizacionais, gestão da informação, comunicação científica, informação em saúde, política científica e tecnológica, políticas e práticas de inovação, direitos humanos. A fim de acolher a diversidade de abordagens teóricas e pontos de vista, a revista publica artigos, ensaios e relatos de experiência, originais e inéditos, nos idiomas português, espanhol e inglês.

Acesse a última edição da revista P2P & Inovação: http://revista.ibict.br/p2p/index.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict, com informações da P2P & Inovação

Publicado em Notícias

A partir do tema “Pandemia de controvérsias e validação da informação”, a última QuartaàsQuatro (23) reuniu os pesquisadores Clóvis Lima, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Nancy Tarragó, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Mariangela Maia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Luciana Gracioso, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A QuartaàsQuatro é uma live promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O evento foi mediado pelo médico e pesquisador Clóvis Lima, que debateu sobre as controvérsias informacionais e também a respeito da validação informacional nesse contexto. Para o pesquisador, o isolamento social impactou a sociedade de forma desigual, devido às condições sociais, culturais e econômicas da população e à vulnerabilidade de determinados grupos sociais.

As professoras convidadas Luciana Gracioso, Mariangela Maia e Nancy Tarragó alertaram ao longo da live para questões envolvendo as fake news e os perigos da desinformação, a importância da disseminação de boas práticas de pesquisa e a validação e o contexto de produção das informações. Outro aspecto ressaltado foi a produção midiática no contexto da pandemia e as relações e tensões entre os meios de regulação social.

Parte da discussão desenvolvida ao longo da live também está presente no artigo "Emergência de saúde pública global por pandemia de Covid-19: desinformação, assimetria de informações e validação discursiva", publicado na Folha de Rosto - Revista de Biblioteconomia e Ciência da Informação (v. 6, n. 2, 2020), que pode ser lido clicando aqui.

A live está disponível em versão integral no canal do Ibict no Youtube (veja abaixo).

 

 

Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

A próxima QuartaàsQuatro, live promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), debaterá o tema “Pandemia de controvérsias e validação da informação”. O evento será realizado no dia 23 de setembro no canal do Ibict no Youtube.

Participarão do evento os pesquisadores Clovis Lima, do Ibict, Nancy Tarragó, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Mariangela Maia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Luciana Gracioso, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Entre os assuntos discutidos dentro do tema principal da live, estão questões envolvendo o isolamento, as vacinas, o uso de medicamentos, as fontes de informação, e o discurso e a validação da informação.

Confira o currículo dos participantes:

Clovis Lima
Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina. Mestre e doutor em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (convênio Ibict/UFRJ). Mestre e doutor em Administração pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Pesquisador titular do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Editor das revistas Logeion – filosofia da informação e P2P&Inovação.

Nancy Sánchez Tarragó
Graduada e mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Universidade de Havana, Cuba. Doutora em Documentação e Informação Científica pela Universidade de Granada, Espanha. Professora do departamento de Ciência da Informação e do Programa de Pós-graduação em Gestão da Informação e do Conhecimento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Editora da Revista Cubana de Información en Ciencias de la Salud.

Mariangela Rebelo Maia
Cirurgiã-dentista. Mestre em Saúde Coletiva e doutora em Ciência da Informação. Professora substituta no Departamento de Odontologia Social e Preventiva da UFRJ. Editora assistente das revistas Logeion e P&P Inovação.

Luciana Gracioso
Bibliotecária e Professora. Doutora em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e Universidade Federal Fluminense (2008). Professora Associada ao Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos. Chefe do Departamento de Ciência da Informação da mesma universidade. Atua como docente permanente no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) e no Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) da UFSCar.

--

Clique aqui para definir o lembrete da live (redirecionamento para o canal do Ibict no Youtube).

 

Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

Quanto tempo o novo coronavírus sobrevive nas superfícies? Qual é o tamanho dele? Quantos metros ele pode viajar pelo ar? Como é que os termômetros funcionam? Todas essas dúvidas e outras relacionadas à doença que tem atingido o mundo todo foram respondidas na última QuartaàsQuatro, realizada no último dia 26, com o tema "Tecnologia e Inovação na COVID-19".

A live foi promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O evento online reuniu os pesquisadores Mônica Naccache, Carlos Hall e Marcelo Fiszman, todos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e Jorge Biolchini, representando o Ibict.

Ao longo da live, os pesquisadores relataram como a ciência, a tecnologia e a inovação são importantes para o combate à COVID-19. De maneira didática, os especialistas discutiram sobre assuntos relacionados à tecnologia e à inovação na COVID-19, como a contaminação pelo ar e os estudos de simulação e prevenção, mecanismos de como o vírus age nos pulmões, respiradores, termômetro infravermelho, oxímetro de pulso, teste para COVID-19 baseado em metamateriais, Inteligência Artificial (IA) e aplicações de IA em epidemias.

Mônica Naccache, Carlos Hall, Marcelo Fiszman e Jorge Biolchini são pesquisadores da equipe do Observatório de Evidências Científicas, uma iniciativa do Ibict em parceria com o MCTI. A proposta do Observatório é auxiliar toda pessoa interessada em informação de qualidade sobre Covid-19 para que possa se orientar e tomar decisões apropriadas sobre distintos aspectos desse problema de saúde coletiva, com base em pesquisas conduzidas com rigor metodológico.

A live está disponível integralmente na página do Ibict no Youtube.

Veja abaixo:

 

 

Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

Em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e da atenção primária à saúde, os médicos Clóvis Ricardo Montenegro de Lima, Danielle Ribeiro de Moraes, Eugenio Scannavino Netto e Lúcio José Botelho participaram da live QuartaàsQuatro, promovida semanalmente pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). A live ocorreu no último dia 15 e pode ser conferida integralmente no canal do Ibict no Youtube.

Ao longo da live, os profissionais e pesquisadores ressaltaram a importância do SUS e do papel da informação para as atividades de prevenção e promoção da saúde, com foco na atenção primária. Além disso, também foram debatidas a atuação das lideranças comunitárias e a centralidade da promoção de políticas públicas para as populações mais vulneráveis.

Clóvis Montenegro de Lima e Lúcio Botelho reforçaram, em suas explanações, que as equipes de saúde da família e agentes comunitários exercem papel importante nas estratégias de enfrentamento à COVID-19, doença que tem atingido todo o planeta. Além disso, destacaram a informação no processo de prevenção, promoção e recuperação de doenças.

Entre as experiências de atuação nas comunidades, Eugênio Scannavino Netto contou seu trabalho como fundador e coordenador do projeto Saúde & Alegria, uma iniciativa civil sem fins lucrativos que atua desde 1987 em comunidades da Amazônia brasileira. Durante sua fala, Eugenio trouxe relatos sobre a atuação da equipe do projeto na prevenção da COVID-19 nas populações ribeirinhas e as políticas de saneamento e prevenção de doenças desde a atenção primária.  

Outro destaque sobre experiências foi trazido pela professora Danielle de Moraes, que discutiu a respeito de ações em saúde nas favelas do Rio de Janeiro. A pesquisadora ressaltou a relevância das lideranças comunitárias e reforçou a centralidade do trabalho em parceria entre Estado e sociedade nas ações de promoção à saúde, como o fornecimento de água potável e as políticas de cuidado à saúde mental das comunidades moradoras das favelas brasileiras.

A live está disponível no canal do Ibict no Youtube. Clique abaixo para assistir.


Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

Arthur Coelho Bezerra é pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação/Ibict-UFRJ. Ele também é vice representante da América Latina e Caribe no Conselho Consultivo do International Center for Information Ethics (ICIE) e coordenador do grupo de pesquisa Estudos Críticos em Informação, Tecnologia e Organização Social (Escritos).

Na entrevista ao site do Ibict, o professor reflete sobre a ética da informação no cenário de emergência da Covid-19. Com a pandemia, surgem novas formas de monitoramento social e de dados, na tentativa de mitigar o contágio do vírus. Para o pesquisador, o controle de dados pessoais nesse contexto enfrenta uma série de dimensões éticas e pode ser positivo ou negativo.

Como você define vigilância e o que esse tema nos diz sobre a sociedade contemporânea?

Arthur Coelho Bezerra - Em termos gerais, a vigilância é o monitoramento de alguma coisa (seja de pessoas, organismos, objetos, lugares, fenômenos ou outros tipos de informação) para o exercício de algum tipo de influência e controle, que podem ser positivos ou negativos em suas finalidades. A vigilância não é uma prática inaugurada na modernidade, mas ganha uma aparência de ubiquidade e onipresença quando incorporada às tecnologias de comunicação e informação.

Como você define ética da informação e em que ela se basearia? Qual é a questão-chave desse campo de estudo?

Arthur Coelho Bezerra - Se entendemos a ética como o estudo dos valores que orientam a conduta dos agentes, ou seja, como a ciência da moral, a ética da informação, por analogia, refere-se à observação reflexiva das práticas sociais no campo da informação, tendo como objetos de análise tanto os comportamentos informacionais dos indivíduos quanto a estrutura dos ecossistemas informacionais, que condicionam as dinâmicas de produção, circulação e uso da informação.

Como a Covid-19 impactou o mundo na questão informacional e de vigilância digital? Quais tecnologias emergentes você pode citar?

Arthur Coelho Bezerra - Vamos pensar na temperatura do corpo: em princípio, um dado biométrico como esse é de interesse privado – em condições normais, ninguém é obrigado a revelar para outras pessoas se está ou não febril. No entanto, em uma situação de pandemia, o interesse público se impõe sobre o direito individual à privacidade: se apresentar febre pode significar um possível contágio pelo vírus, cidadãos e cidadãs passam a ser obrigados a revelar essa informação pessoal no momento de ingresso em certos ambientes públicos. A pandemia, nesse sentido, produz um encolhimento das dimensões da privacidade.

Um outro exemplo de tecnologia digital usada no combate à Covid-19 é referente às técnicas de georreferenciamento, que se tornaram importantes aliadas tanto no combate às aglomerações de pessoas, por conta de protocolos de distanciamento social, quanto no rastreio dos trajetos de indivíduos e detecção de suas passagens por áreas de risco de contaminação. Neste caso, o processo de “anonimização” dos dados, ou seja, a desassociação das informações que possam identificar diretamente o indivíduo, contribui para que o combate ao vírus não seja feito às custas das perdas de privacidade dos indivíduos.

Quais as diferenças que você observa nos países asiáticos e outros países (Europa, Américas) em relação ao uso da informação para o combate ao vírus? Como você enxerga o Brasil em relação a outros países?

Arthur Coelho Bezerra - As práticas de vigilância têm se mostrado mais disseminadas em países asiáticos, especialmente na China, país que possui mais de 200 milhões de câmeras de vigilância e que foi também palco do primeiro caso registrado da Covid-19. Segundo o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, a vigilância disseminada por lá é fruto da mentalidade autoritária que caracteriza a tradição cultural confucionista, que faz com que as pessoas sejam menos avessas ao controle e mais obedientes ao governo do que em países da Europa e das Américas. Isso inclui o Brasil, que, além de apresentar maiores níveis de desobediência às medidas de isolamento social, por exemplo, tem como agravante o desencaixe entre a orientação de organismos mundiais de saúde e as práticas governamentais efetivamente adotadas.

Você costuma avaliar a questão da vigilância sob uma perspectiva dialética. Por que é mais adequado olhar sob essa perspectiva e de que forma a vigilância na pandemia pode ser um fenômeno positivo e um fenômeno negativo?

Arthur Coelho Bezerra - O caso chinês é um bom exemplo para pensarmos dialeticamente: se um governo considerado mais autoritário e no qual o indivíduo tem menos privacidade é potencialmente mais capaz de conter a pandemia através da imposição de medidas de restrição à população, devemos crer que a privacidade é inimiga da segurança? Penso que não, e a história recente nos dá exemplos disso, como vimos nas práticas de vigilância em massa realizadas pela agência de segurança norte-americana após o 11 de setembro de 2001, em nome de um suposto combate ao terrorismo que se revelou, na prática, uma estratégia de controle econômico e político. Por isso, é importante que as práticas de vigilância sejam constantes alvos de análises e avaliações a respeito de suas finalidades e efeitos, tarefas para as quais a ética da informação tem muito a contribuir. 

O que podemos aprender com a Covid-19 e como você imagina o mundo pós-pandemia?

Arthur Coelho Bezerra - A grande circulação de desinformação nas redes digitais em relação à Covid-19 ressalta a importância, por um lado, da existência de um ecossistema informacional diversificado e comprometido com a confiabilidade dos fatos e verificação das informações, atributos caros à prática jornalística de qualidade. Por outro lado, além da confiança na imprensa, é necessário fortalecer a confiança na ciência, não apenas mitigando movimentos anticiência, como as campanhas antivacinas e os terraplanismos de ocasião, como também, e mais ainda, fomentando a pesquisa científica do país. Não devemos esquecer que a pandemia mais devastadora da história humana ocorreu na Idade Média, no século XIV, em um período de estagnação da ciência que foi posteriormente superado pela revolução científica de Copérnico, Galileu e outros. Com algum otimismo (este que tanto nos falta em períodos de isolamento), podemos vislumbrar, também, um futuro possível de superação do negacionismo científico e informacional.

 

Carolina Cunha

Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias

Sob o tema “O papel da Ciência Aberta e Governo Aberto face à pandemia do novo coronavírus (COVID-19)”, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promoverá, no dia 18 de junho, o II Encontro Nacional de Ciência Aberta e Governo Aberto, das 14h às 16h. O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) é um dos parceiros na organização do evento, que será realizado como um webinar.

O evento propõe uma reflexão sobre a importância da abertura dos dados no enfrentamento à pandemia e suas perspectivas, barreiras e usos de dados governamentais abertos para a saúde da sociedade. Assim como no primeiro encontro, o objetivo é aproximar as duas perspectivas que estão potencializadas pelo atual cenário de pandemia, em que se torna mais urgente e necessária a atuação conjunta das iniciativas públicas e privadas, exigindo uma atuação transparente e aberta à participação social.

O webinar contará com a participação da diretora executiva da Open Knowledge Brasil (OKBR), Fernanda Campagnucci, e do coordenador do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz), Daniel Villela. O coordenador de Informação e Comunicação da Fiocruz, Josué Laguardia, será o mediador da roda de conversa.

O encontro é resultado das ações da Fiocruz no âmbito do 4º Plano de Ação Brasileiro (2018-2020), da Parceria pelo Governo Aberto (Open Government Partnership – OGP), que tem o compromisso de “estabelecer mecanismos de governança de dados científicos para o avanço da ciência aberta no Brasil”.

Além da Fiocruz e do Ibict, compõem a organização do evento: a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Rede Nacional de Pesquisa (RNP).

Gratuito e aberto ao público, o webinar será transmitido pelo canal da Fiocruz no Youtube. Não é necessário fazer inscrição prévia para participação.

Serviço:
Webinar O papel da Ciência Aberta e Governo Aberto face à pandemia do novo coronavírus (COVID-19)
Data: 18 de junho (quinta-feira), das 14h às 16h.
Acompanhe ao vivo pelo Youtube da Fiocruz

Programação

ABERTURA

RODA DE CONVERSA Ciência Aberta e Governo Aberto: no contexto da COVID-19.
Mediação: Josué Laguardia - coordenador de Informação e Comunicação da Fiocruz
Daniel Villela - coordenador do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz)
Fernanda Campagnucci - diretora da Open Knowledge Brasil

PERGUNTAS E RESPOSTAS

ENCERRAMENTO


Fonte: Fiocruz, com colaboração de Patrícia Osandón (Núcleo de Comunicação Social do Ibict)

Publicado em Notícias

Com o objetivo de fornecer dados oficiais relacionados à pandemia, o governo federal lançou em março, por meio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), o Infográfico Interativo sobre o coronavírus, que apresenta dados atualizados e uma linha do tempo com notícias em ordem cronológica de diversas fontes relacionadas à COVID-19.

O site agora faz parte do portal #CiênciaMCTICnoCombate #COVID19, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que agrupa as ações que o Ibict e outras instituições ligadas ao Ministério têm desenvolvido na área de pesquisa científica sobre a pandemia.

Trata-se de um mapa interativo com base no Sistema Aberto de Observatório para Visualização de Informações (Visão), criado pelo Ibict, em que é possível acessar e cruzar dados atualizados sobre o coronavírus como, por exemplo, o número de casos informados pelos órgãos oficiais.

O sistema permite a verificação de vários tipos de dados que podem ser facilmente acessados por meio de três elementos principais: indicadores (população por faixa etária, situação de trabalho e quantidade de profissionais de saúde, entre outros); filtros (como região, tipo de transmissão, número de casos confirmados, óbitos e pacientes recuperados); ou camadas (como hospitais de referência).

Há também uma linha do tempo em que são organizadas informações em ordem cronológica com a trajetória da COVID-19 desde o dia 26 de fevereiro, quando foi confirmado o primeiro caso de coronavírus no Brasil. A linha mostra notícias publicadas nos principais meios de comunicação do Brasil e permite a navegação de forma linear ou por data de publicação dos textos.

O portal #CiênciaMCTICnoCombate #COVID19 apresenta mais três áreas: a Rede Vírus MCTIC, com atividades promovidas pelo ministério; o Universo Científico, com ações de disseminação de informações científicas para pesquisadores e o Ciência em Casa MCTIC, com atividades científicas, jogos e informações destinadas a levar à população o conhecimento científico de forma lúdica.

Para ter acesso às informações do Infográfico, clique aqui.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Publicado em Notícias
Página 1 de 2
Fim do conteúdo da página