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Estudar e monitorar os impactos do uso da terra na água é imprescindível. Este foi um dos motivos pelos quais a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Luane Souza de Araújo, dedicou seu trabalho de conclusão de curso, sua pós-graduação e sua dissertação de mestrado à pesquisa em gestão de recursos hídricos.

Com o objetivo de avaliar os impactos exercidos pelo uso e a ocupação da terra na qualidade da água do lençol freático em área agrícola no Distrito Federal, Luane analisou, em sua pesquisa no mestrado (Universidade de Brasília, UnB, 2016), a qualidade da água de 38 poços piezométricos distribuídos pela Bacia Experimental do Alto Rio Jardim (BEARJ).

Para Luane - que atua nas áreas de hidrologia, gestão de recursos hídricos, conservação da água e do solo, qualidade da água e gestão de resíduos sólidos - a temática de recursos hídricos é extremamente relevante, pois é um bem vital para a existência de todas as formas de vida.

A pesquisadora é bacharela em Gestão Ambiental e mestra em Geografia (Gestão Ambiental e Territorial) pela UnB, técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal de Brasília (IFB) e pós-graduada em Geografia e Análise Ambiental pela Universidade Estadual do Goiás (UEG).

Clique aqui para conhecer sua dissertação completa e confira abaixo uma breve entrevista com Luane.

Por que você escolheu este tema para sua pesquisa?

A formação em gestão ambiental é bastante multidisciplinar, abrangendo diversas áreas em que poderia atuar. Entretanto, meu primeiro estágio na época da faculdade foi na Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA) e lá foi meu primeiro contato com a gestão de recursos hídricos. Meu segundo estágio foi na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), onde trabalhei na área de hidrologia e, assim, obtive mais conhecimento nesta área. Dessa forma, optei por seguir meus estudos na área de gestão de recursos hídricos, sendo temática do meu TCC, dissertação de mestrado e da minha pós-graduação.

Em sua opinião, o que mudou em relação à pesquisa científica desde que apresentou sua dissertação (2016) até hoje em dia?

A pesquisa científica é e sempre foi importante em todas as áreas de conhecimento. Entretanto, talvez o que tenha mudado seja a percepção das pessoas e de determinadas instituições, principalmente neste cenário de pandemia, pois evidenciou-se tal importância.

Qual a participação da população nas decisões a respeito dos recursos hídricos?

No TCC da minha pós-graduação, analisei a “Percepção dos Cidadãos do Distrito Federal sobre Governança Hídrica e sua Participação Social”, e escolhi o tema justamente por querer entender mais sobre governança e participação da sociedade.

A política federal e distrital de recursos hídricos introduziu novos paradigmas de gestão descentralizada e participativa, com intuito de agregar a sociedade no processo de tomada de decisão, no qual espaços consultivos e deliberativos (instâncias de gestão da água) foram criados com esta finalidade.

Entretanto, com minha pesquisa pude perceber que os entrevistados (200 cidadãos do DF), em geral, não possuem governança hídrica nem participação social no que se refere à gestão das águas, devido à falta de divulgação de informações e a entraves pessoais.

De que forma a questão dos recursos hídricos é afetada com a situação de pandemia em que vivemos?

Aqui podemos destacar dois vieses. O primeiro está ligado ao acesso à água potável e à coleta de esgoto, dois dos pilares do saneamento básico. A falta destes torna inviável a prática de medidas básicas de higiene, deixando milhões de pessoas mais vulneráveis e suscetíveis à diversas doenças. Um exemplo atual é a infecção pelo COVID-19.

E o segundo tem relação com a interconexão do meio ambiente, pois o surgimento de vírus zoonóticos é uma das consequências das mudanças sociais e ambientais. Isto se deve ao fato de ambientes naturais alterados serem mais vulneráveis, favorecendo aos patógenos deslocamento e alcance a outros seres, que não estão preparados para combatê-lo, resultando em surtos, epidemias, endemias e pandemias.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Há cerca de 4 meses, a comissão organizadora da sétima edição do Congresso Brasileiro sobre Gestão do Ciclo de Vida (GCV2020) informou que o evento não seria realizado nos moldes já estabelecidos devido à pandemia do novo coronavírus.

O evento aconteceria em outubro deste ano em Gramado (RS), dois anos após a última edição, que aconteceu em Brasília em 2018, organizada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e promovida pela Associação Brasileira de Ciclo de Vida (ABCV).

Após análises, foi decidido que entre os dias 19 e 21 de outubro de 2020 será realizado o GCV Pocket, um fórum online e gratuito que funcionará como uma espécie de “degustação” do evento presencial, adiado para acontecer de 28 de setembro a 1 de outubro de 2021.

A ideia do GCV Pocket é aproximar os participantes dos palestrantes, promovendo um espaço de discussão virtual em torno da Gestão do Ciclo de Vida a partir de lives relacionadas ao tema. As apresentações de trabalhos serão realizadas apenas no evento presencial, em 2021.

Por meio de suas redes sociais, a comissão informa ainda que esta edição do GCV (que agora passa a se chamar GCV2020/21) contará com a publicação dos anais em dois volumes: o Volume I, em 2020, e o Volume II, em 2021. Cada participante pode optar pela publicação nos anais em 2020 ou em 2021, por meio do preenchimento do formulário disponível aqui.

O prazo para o envio de trabalhos vai até 30 de agosto de 2020 e as inscrições para participação serão abertas em breve. Para mais informações sobre datas e investimento, clique aqui.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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A relevância em gerir informações para uma boa gestão de resíduos sólidos foi o tema da última live QuartaàsQuatro, promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e transmitida ao vivo pelo canal do Ibict no Youtube.

Vângela Maria Lima do Nascimento, chefe do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural, Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e Thiago Rodrigues, engenheiro florestal e pesquisador do Ibict, falaram sobre os entraves e avanços na questão de resíduos sólidos no Acre.

No início do encontro, Thiago contextualizou a atuação do projeto Amazônia Legal sem Resíduo (ALsR), parceria do Ibict com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), vinculada ao Ministério da Saúde (MS) e que já levou suas oficinas para três estados: Acre, Tocantins e Maranhão.

O projeto, que faz parte da Coordenação de Tecnologias Aplicadas a Novos Produtos (COTEA), tem por objetivos incentivar a minimização da geração de resíduos sólidos e fortalecer a responsabilidade compartilhada dos gestores municipais e da sociedade civil, a fim de garantir a saúde pública e a qualidade ambiental.

De acordo com Thiago, a gestão de resíduos sólidos depende de uma boa gestão de dados. “A região da Amazônia requer um olhar especial. Temos uma política nacional ampla, vasta e muito bem construída, mas sabemos que para que se torne efetivas, os estados têm de ter suas iniciativas próprias”, relata.

Para Vângela, ainda há muito o que se fazer pela Amazônia e “o papel do MPAC em relação à política de resíduos é algo interessante a partir do momento em que se coloca esta agenda como prioritária no seu planejamento estratégico, contrata equipes, dialoga e integra seu staff e traz experiências de fora”, comenta.

A bióloga apresentou o projeto Cidades Saneadas, que existe desde 2014 e tem auxiliado o estado a resolver algumas questões considerando o contexto amazônico, como cultura, distância, isolamento, fragilidade tecnológica e precariedade de acesso.

Em relação aos Planos Municipais de Saneamento Básico, os resultados da iniciativa mostram um avanço considerável nos últimos cinco anos, com uma evolução de 72% até 2019. Já em relação aos Planos Municipais de Resíduos Sólidos, o aumento foi de 36%.

Para saber mais detalhes sobre estes resultados e sobre a parceria entre Ibict e MPAC, confira o vídeo completo abaixo: 

 

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Acontece no próximo dia 12 de agosto, às 16h (horário de Brasília), mais uma live QuartaàsQuatro, promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). O evento será transmitido ao vivo pelo canal do Ibict no Youtube.

O tema desta edição é “Gerindo informação para a boa gestão de resíduos sólidos: o caso do Acre” e terá como debatedores Thiago Rodrigues, engenheiro florestal e pesquisador do Ibict e Vângela Maria Lima do Nascimento, chefe do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural, Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado do Acre.

De acordo com Thiago, resíduos sólidos são recursos mal aproveitados e, para entender e aceitar essa afirmação, é preciso conhecer o valor desses materiais, as várias possibilidades de aproveitamento e os diversos impactos socioambientais que causam se forem mal geridos.

Para o pesquisador, a gestão da informação é uma das atividades mais importantes para realizar uma gestão efetiva dos resíduos sólidos. “O projeto Amazônia Legal sem Resíduo está buscando melhorar a gestão de resíduos sólidos na região por meio de diagnósticos quantitativos, análises de percepção, orientações para minimização da geração de resíduos e recomendações de tecnologias de gerenciamento adequadas à realidade regional”, relata.

Neste sentido, a dupla vai abordar o caso do Acre, principalmente pelas parcerias interinstitucionais, como é o caso do envolvimento do Ministério Público (MP) do estado. Assim, o público vai conhecer como o MP tem apoiado os municípios acreanos a resolver esse grande desafio.

Vângela Maria Lima do Nascimento é tarauacaense, filha de gari, bióloga, especialista em Gestão, Auditoria e Perícia Ambiental e gerencia o projeto Cidades Saneadas – Estratégias Integradas para a implementação da Política de Saneamento Básico e Gestão Integrada de Resíduos Sólidos no Estado do Acre, projeto reconhecido com: 1º Lugar na Categoria Meio Ambiente no 1º Prêmio de Gestão de Inovação; Menção Honrosa entre os 7 melhores trabalhos apresentados no 9º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos; Prêmio CNMP 2019 – Ministério Público um Projeto Muitas Conquistas - 2º Lugar na Categoria de Indução de Políticas Públicas.

Thiago Rodrigues é graduado em Engenharia Florestal pela Universidade de Brasília, com mestrado e doutorado em Ciências Florestais e pós-doutorado no Departamento de Engenharia Florestal/Universidade de Brasília (UnB). No Ibict, é pesquisador em Informação para a Sustentabilidade, editor assistente da Revista Latino-Americana de Avaliação do Ciclo de Vida – LALCA e gestor de qualidade do Banco Nacional de Inventários do Ciclo de Vida - SICV Brasil.

Live QuartaàsQuatro

Gerindo informação para a boa gestão de resíduos sólidos: o caso do Acre
12/08, às 16h – horário de Brasília

Link para acompanhar a transmissão ao vivo

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Na semana em que o Brasil completa 10 anos da data em que foi sancionada a lei que institutiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (02/08/2010), o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) apresenta uma entrevista com a pesquisadora e mestre em Desenvolvimento Sustentável, Juliana Gerhardt.

Com bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Juliana tem experiência profissional na área de Gestão Ambiental, atuando principalmente na área de Licenciamento Ambiental. Atualmente é assistente de pesquisa no Ibict, onde desenvolve projetos na área de gestão de Resíduos Sólidos, Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) e Informação para a Sustentabilidade na Coordenação de Tecnologias Aplicadas a Novos Produtos (COTEA).

Sua dissertação de mestrado, defendida em 2018 na Universidade de Brasília, avalia a relação de qualidade entre o material primário e o secundário no processo de reciclagem de uma liga de alumínio utilizada pela indústria automobilística e como isso contribui para discutir impactos ambientais, econômicos e sociais no mercado da reciclagem.

A pesquisadora aplicou a metodologia de ACV e a fórmula integrada para fim de vida de produtos (testada no programa de Pegada Ambiental do Produto da Comissão Europeia) e foram realizadas análises comparativas entre 15 cenários dentro da modelagem para reciclagem de final de vida da liga, com o uso do software GaBi 6.0 - versão educacional.

De acordo com Juliana, a reciclagem é um processo onde há algum tipo de alteração na constituição do material que está sendo reciclado. “Além disso, sempre há a mistura de algum material de origem primária (material virgem) no material que está sendo reciclado (material secundário), de modo a fornecer ou devolver determinadas propriedades”, explica.

Intitulada “A sustentabilidade da cadeia da reciclagem: a influência das relações de qualidade entre material primário e secundário”, a pesquisa apresenta ainda uma abordagem sobre as políticas públicas voltadas à economia circular, produção e consumo responsável no Brasil, na China e na União Europeia.

Confira abaixo a entrevista e clique aqui para conhecer os resultados da pesquisa.

Há quanto tempo trabalha com a temática da ACV? Por que começou a trabalhar com essa área? 

Conheci e me envolvi com ACV no começo do mestrado em Desenvolvimento Sustentável na UnB, no final de 2016. Meu projeto de pesquisa inicialmente era sobre a importância dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para a reciclagem e reutilização dos resíduos sólidos industriais, bem como seus impactos sobre o meio ambiente, a sociedade e a economia. Na época, em conversas com meu orientador, ele me apresentou a Avaliação de Ciclo de Vida como uma ferramenta para medir esses impactos. Desde então, não parei mais.

Como surgiu a ideia de abordar a temática discutida em sua dissertação?  

Minha temática sempre foi com resíduos industriais e reciclagem. Na primeira conversa com meu novo orientador ele disse que tinha interesse em abordar o retorno dos resíduos industriais para as cadeias produtivas. Então, acabou fluindo naturalmente para o tema da minha dissertação, que discute um requisito importante quando se fala no retorno dos materiais para a indústria, que é a qualidade e desempenho desses materiais na fabricação de novos produtos reciclados.

Qual a importância de o meio acadêmico voltar-se para as questões relacionadas à ACV? Considerando a complexidade das discussões na área ambiental, qual a importância de discutir ACV?

De extrema relevância, pois os estudos desenvolvidos a partir de ACV são relativamente novos e pouco explorados. Temos muitas pesquisas ainda a desenvolver utilizando como base os produtos brasileiros, a fim de entender de que forma eles impactam o ambiente, a sociedade e a economia brasileiras. Os estudos de ACV são essenciais para apontar caminhos e estratégias em busca de um desenvolvimento mais sustentável e de uma economia mais circular. Eles também são importantes para dar embasamento científico a muitas questões e subsidiar decisões complexas da área ambiental.

Quais as principais contribuições do seu estudo para o avanço das pesquisas em ACV?

Acredito que a principal contribuição é em relação ao uso da fórmula integrada para fim de vida de produtos, já testada no programa de Pegada Ambiental de Produtos da Comissão Europeia. No futuro, acredito que possamos através de mais pesquisas e estudos, adaptá-la e usá-la aqui no Brasil para medir os impactos ambientais dos fluxos de matéria e energia, das emissões e dos fluxos de resíduos associados a um produto brasileiro ao longo de seu ciclo de vida.

A partir da sua percepção, o que você acha que muda na ACV durante e pós-pandemia?

A pandemia só reforça a necessidade de utilizarmos a ferramenta de ACV para medir os impactos socioambientais, socioeconômicos e de saúde ambiental causados por pandemias e outras doenças ao país e ao mundo. Mas, para isso acontecer, é necessário ter dados! No caso do Brasil, os estudos de Avaliação de Ciclo de Vida podem proporcionar o levantamento de dados para os inventários que poderão alimentar o Banco Nacional de Inventários do Ciclo de Vida (SICV Brasil), gerido pelo Ibict, e com isso permitir conhecer cada vez mais e melhor os produtos, os serviços e os resíduos gerados pelo setor produtivo brasileiro no que diz respeito aos aspectos da sustentabilidade. Os resultados desses estudos utilizando ACV permitirão prever ou prevenir impactos e externalidades, e embasar boas decisões políticas e de gestão estratégica, essenciais em momentos como este que estamos vivendo.

Lucas Guedes e Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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No último dia 23 de julho o engenheiro florestal e pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Thiago Rodrigues, palestrou no evento eDOC Online Engenharia.

O pesquisador abordou a importância da organização de dados, a gestão da informação tecnológica para sustentabilidade e apontou suas perspectivas sobre a Engenharia 4.0 e da Sociedade 5.0.

Para Thiago, “o grande chefe de campanha” da Sociedade 5.0 é o Japão, mas alerta para o fato de que esse recorte é preocupante por se tratar de uma sociedade atípica em relação aos outros países.

“O Japão está em um nível de qualidade de vida e de igualdade social muito além do que a maior parte dos países, então ele consegue vender esta ideia de Sociedade 5.0, na qual se parte de uma economia tradicional para uma economia criativa”, explicou.         

Ao falar sobre sustentabilidade da gestão da informação, Thiago apresentou aspectos que precisam ser levados em conta quando se fala de uma nova sociedade, como externalidades e custos socioambientais. “Navegar na internet emite mais CO2 que andar de avião”, comenta ao citar uma pesquisa do Shift Project publicada no portal Deutsche Welle (DW) em 2019.

Foi apresentado ainda o Banco Nacional de Inventários do Ciclo de Vida de Produtos Brasileiros (SICV Brasil), um banco de dados criado pelo Ibict para abrigar Inventários do Ciclo de Vida (ICVs) de produtos nacionais.

O tema central do evento, que aconteceu entre 22 e 24 de julho, foi Engenharia & Gestão da Informação no cenário da Transformação Digital & Cases Paperless, e reuniu especialistas da área para discutir as principais tendências, perspectivas e aplicações da transformação digital na Gestão da Informação e documentação em projetos da Engenharia 4.0.

Veja a palestra completa abaixo:

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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A partir do tema "Diálogos sobre Ciência Aberta", o Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria (7° EBBC) reuniu, no último dia 23, estudantes e profissionais de todo o país para discussões sobre Ciência Aberta no Brasil. O webinar contou com a presença de Sarita Albagli, professora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido por meio de convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), André Appel, pesquisador da Coordenação de Tecnologias Aplicadas a Novos Produtos do Ibict, e os pesquisadores Vanessa Jorge e Josué Languardia, representando a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O evento foi aberto pela professora Sarita Albagli, que fez um panorama sobre a Ciência Aberta e a relação entre Ciência Aberta e Ciência Cidadã, detalhando as redes de atores envolvidos no processo, as transformações vivenciadas a partir da COVID-19 e a importância da interação entre ciência e movimentos sociais. Conforme a professora, a Ciência Aberta é um campo de disputas e deve envolver uma profunda mobilização social, de modo que várias estratégias sejam desenvolvidas coletivamente com a participação de toda a sociedade.

Em seguida, a pesquisadora Vanessa Jorge debateu questões envolvendo o compartilhamento, a abertura e a gestão de dados no contexto da Ciência Aberta, bem como trouxe detalhes a respeito de uma rede de instituições que atuam no âmbito do 4º Plano de Ação Nacional para Governo Aberto, lançado em outubro de 2018 dentro da Parceria para Governo Aberto (OGP). Além disso, Vanessa Jorge detalhou questões envolvendo as diferenças entre o compartilhamento e a abertura de dados, bem como o campo científico da Ciência Aberta e todas as relações estabelecidas, a partir dos estudos do sociólogo Pierre Bourdieu e as disputas de poder.

Por sua vez, André Appel realizou uma apresentação voltada para a Ciência Aberta, as publicações abertas e a gestão de dados de pesquisa. Ao longo da apresentação, o pesquisador discutiu sobre o conceito e o processo de geração e sustentabilidade de dados de pesquisa e explicou detalhes a respeito das publicações científicas e do papel do pesquisador com a Ciência Aberta.

Por fim, José Languardia detalhou as ações de Ciência Aberta realizadas pela Fiocruz, no âmbito da Coordenação de Informação e Comunicação. Conforme Josué Languardia, a Ciência Aberta na Fiocruz está amparada em alguns princípios, entre eles o interesse público, a gestão de abertura de dados para pesquisa e o desenvolvimento de capacidades e sustentabilidade.

O evento pode ser assistido integralmente via Youtube. Clique aqui para assistir (link via Youtube).

Patrícia Osandón
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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A energia solar fotovoltaica é obtida quando a irradiação solar é transformada diretamente em energia elétrica, sem passar pela fase de energia térmica, como acontece no sistema heliotérmico.

No intuito de analisar os impactos ambientais causados neste processo, a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) Adriana Oliveira, desenvolveu a dissertação de mestrado Avaliação de Impactos Ambientais do Módulo Fotovoltaico: Produção e Uso como Fonte de Energia Elétrica, defendida em 2017 na Universidade Federal de Brasília (UnB).

Adriana é engenheira de energia e mestre em Ciências Mecânicas pela UnB. No Ibict, atua como bolsista no projeto Amazônia Legal Sem Resíduo e faz parte do grupo de Informação para Sustentabilidade na Coordenação de Tecnologias Aplicadas a Novos Produtos (COTEA).

A metodologia empregada na pesquisa foi a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que proporcionou uma análise dos impactos da geração de eletricidade a partir do módulo fotovoltaico desde sua produção até sua aplicação como fonte de energia elétrica em uma residência.

Na entrevista abaixo, a pesquisadora apresenta mais detalhes sobre seu objeto de pesquisa e sua relação com ACV.

Por que você escolheu este tema para sua dissertação?

O curso de Engenharia de Energia da UnB é bastante amplo. Ele permite que você possa trabalhar com todas as fontes de energia existentes. Desta forma, durante a graduação, foquei em me especializar na área de energias renováveis. Com isso, ao finalizar a graduação, tive a oportunidade de trabalhar em uma empresa que comercializava produtos fotovoltaicos, o que me proporcionou uma especialização nessa área. Ao iniciar o mestrado, quis aproveitar o tema em que estava trabalhando e aproveitá-lo para fazer um estudo nessa área.

A energia fotovoltaica é considerada uma energia limpa e renovável, com grandes expectativas de crescimento e inserção de forma mais efetiva na matriz energética brasileira. No entanto, devido à minha bagagem na graduação, eu desejava saber quão limpa e renovável é a energia fotovoltaica. Assim, procurei Sandra Luz, uma professora especialista em Avaliação do Ciclo de Vida de produtos que, por sorte, já havia me dado aula na graduação e tínhamos uma sinergia. Então, entramos no acordo de produzirmos uma dissertação que avaliasse os impactos ambientais do módulo fotovoltaico e, a partir desta análise, comparasse com a matriz energética brasileira.

Você já tinha trabalhado ou pesquisado ACV antes do mestrado?

Conhecia um pouco sobre o tema, mas não tive a oportunidade de trabalhar com essa temática na graduação. O mestrado foi o primeiro contato que tive com esse tema e foi o que me proporcionou me especializar mais nessa área e poder trabalhar no Ibict.

Qual a importância da ACV nos estudos dos impactos ambientais?

De acordo com a NBR ISSO 14.040, a ACV estuda os aspectos ambientais e os impactos potenciais ao longo da vida de um produto (isto é, do “berço ao túmulo”), desde a aquisição da matéria-prima, passando por produção, uso e disposição. As categorias gerais de impactos ambientais que necessitam ser consideradas incluem o uso de recursos, a saúde humana e as consequências ecológicas.

Assim, meu objetivo era analisar os impactos que o módulo fotovoltaico gerava ao longo da sua produção, pois depois que o sistema começa a gerar energia, de fato, não produz impactos ao meio ambiente. Mas quais impactos ele causava na sua produção? Responder a essa pergunta era o objetivo principal. E, após essa análise, quis comparar com os impactos que as principais fontes de energia que a matriz elétrica brasileira possui para, então, incentivar ou não a inserção mais efetiva da energia fotovoltaica no Brasil.

Como a ACV tem sido importante durante a pandemia?

A ACV é extremamente importante para avaliar os impactos ambientais de determinados produtos ou serviços. Ela permite identificar oportunidades para melhorar a forma de produção dos produtos e serve como base para tomada de decisões, seja em um planejamento estratégico ou em um rearranjo na produção de determinado produto.

Durante a pandemia, diversos serviços e produtos precisaram ser suspensos ou realizados de outra forma. Com o auxílio da ACV, as instituições podem avaliar os impactos que tais decisões podem refletir nesses serviços.

Em que ponto você considera que sua pesquisa mais contribui para ACV brasileira?

Durante o mestrado, tive dificuldades em encontrar estudos sobre ACV no contexto da energia fotovoltaica, principalmente estudos nacionais. Em outros países, a energia fotovoltaica é bastante utilizada na matriz energética, a exemplo da Alemanha, em que 25% da sua matriz energética é a base da energia solar. No entanto, o Brasil está com apenas 0,1% de inserção da energia fotovoltaica em sua matriz. Acredito que isso seja um reflexo de que há pouquíssimos estudos nacionais nessa temática.

Desta forma, vejo que a minha pesquisa contribuiu para que o Brasil pudesse ter mais estudos sobre ACV e energia fotovoltaica e também para questionar o porquê deste tipo de energia não ter uma inserção maior na matriz, já que possui diversos benefícios.

Para conhecer os resultados da pesquisa, acesse o trabalho completo aqui.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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Thiago Rodrigues, engenheiro florestal e pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), é um dos palestrantes do eDOC Online Engenharia, que acontece entre os dias 22 e 24 de julho.

Com o tema Engenharia & Gestão da Informação no cenário da Transformação Digital & Cases Paperless, o evento vai reunir especialistas da área para discutir as principais tendências, perspectivas e aplicações da transformação digital na Gestão da Informação e documentação em projetos da Engenharia 4.0.

O pesquisador participará do eDoc no dia 23 (quinta-feira), às 18h30 e vai falar sobre a Gestão da informação tecnológica para sustentabilidade e quais são as perspectivas da Engenharia 4.0 e da Sociedade 5.0.

Thiago analisa que o século XXI é o auge da sociedade da informação, momento em que os dados são o “novo petróleo" e fomentam a quarta revolução industrial. “A Engenharia 4.0 é um dos pilares dessa revolução, uma engenharia fundamentada em compartilhamento de dados em qualquer etapa do processo produtivo”, informa.

O termo Engenharia 4.0 surge quase que simultaneamente ao da Indústria 4.0, a partir do desenvolvimento de novas tecnologias de produção que surgiram após as três revoluções industriais caracterizadas principalmente pelos avanços das áreas de mecânica (1780), elétrica (1870) e automação (1969). Neste sentido, a indústria 4.0 (2000+) tem como base enfoques na internet das coisas, em segurança, em big data analytics e em inteligência artificial, por exemplo.

Além da apresentação de projetos temáticos e cases de empresas públicas e privadas que abordam a relação entre Informação e Engenharia, serão discutidos temas como Digital Governament: soluções práticas para um governo digital em projetos de Engenharia; Gestão e fluxo da Informação na Engenharia: ambientes, ações, processos e ferramentas colaborativas; e Ambiente Paperless: como conviver com a gestão híbrida na Engenharia e avançar?

O evento é online e gratuito. A programação completa pode ser acessada aqui e as inscrições já podem ser realizadas neste link

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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No próximo dia 21 de julho, às 18h, acontece o 2º Webinar Diálogos com o Setor Mineral, que desta vez abordará a Importância da Metodologia BIM para Impulsionamento de Negócios Digitais para os APL de Base Mineral na retomada da economia.

O evento faz parte de uma série de encontros virtuais, “Diálogos com o Setor Mineral’, promovidos pelo CT RedeAPLmineral, que subsidiarão a realização do XVII Seminário Nacional de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral, que acontecerá em novembro, tendo como assunto central “Os impactos e as oportunidades para o setor mineral em tempos de Covid”.

A escolha do tema deste webinar vem após a publicação do decreto nº 10.306 do Governo Federal, de 2 de abril de 2020, que estabeleceu a utilização do BIM (Building Information Modelling) na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizadas pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal, o que confere mais precisão, transparência e redução de desperdício.

O evento será mediado pelo pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência de Tecnologia (Ibict) Roosevelt Tomé Silva Filho e contará com a participação de Ceissa Campos Costa, presidente do Sindicato da Indústria do Gesso (SINDUSGESSO), Adriana Pessoa (Ministério da Economia – ME), Leonardo Santana (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI) e Raul Lins (Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco – CAU/PE).

Participarão ainda representantes da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (ASPACER), Associação Nacional da Indústria Cerâmica (ANICER), Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (ANFACER) e Centro Cerâmico do Brasil (CCB).

A transmissão será realizada na página do Youtube do SEBRAE-PE.

Lucas Guedes
Núcleo de Comunicação Social do Ibict

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