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Canal Ciência

Histórico

A iniciativa da criação de um veículo mediador entre a comunidade científica e o grande público, com o uso da Internet, surgiu em 2000, no âmbito da Secretaria das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com o objetivo de disponibilizar, em linguagem acessível, resultados relevantes de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação desenvolvidas no Brasil. O portal de divulgação científica CanalCiência, do IBICT, foi apresentado a diversas instituições de pesquisa, em encontros técnicos e científicos, para seu aprimoramento e validação.

A primeira etapa, em 2001, foi iniciada com o trabalho de reescrita do texto científico para linguagem não-especializada, quando foram realizadas reuniões com pesquisadores e especialistas na área de jornalismo científico de diversas regiões do País, além de ações de sensibilização e de divulgação do projeto em cidades do Nordeste.

Em 2002, com o projeto estruturado e formalizado junto à comunidade científica, o marco de lançamento do CanalCiência foi sua apresentação às instâncias de educação e de C&T do País. No mesmo ano, foi apresentado um trabalho sobre o Portal e seus recursos tecnológicos na III Conferência Mundial de Jornalistas Científicos da ISWA (International Science Writers Association), como inserção junto à comunidade de jornalismo científico mundial.

A relevância dessa iniciativa pode ser aquilatada por sua escolha, em 2003, para representar o Brasil na categoria e-Science, do World Summit Award, prêmio da Cúpula da Sociedade da Informação como melhor exemplo de e-conteúdo e criatividade. O CanalCiência foi classificado em 11º lugar dentre os 56 finalistas nessa categoria do mundo, e em 2º lugar entre os representantes da América Latina. O objetivo do prêmio foi identificar e promover projetos que utilizavam tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento de novos conteúdos e aplicações de multimídia, que pudessem contribuir para a emancipação digital.

Quando todas as ações do Portal limitavam-se à produção de textos e à reunião de informações eletrônicas, no contexto da divulgação científica, a equipe do CanalCiência percebeu uma exigência, inevitável, que ia além das atividades desenvolvidas na Rede. Este novo rumo foi orientado pela necessidade de o Portal atender não apenas a usuários internautas, mas se fazer presente como apoio ao ensino de ciências em geral, nas escolas ou em espaços não-formais de aprendizagem, agregando parceiros que pudessem contribuir com práticas presenciais, não apenas das áreas científicas e tecnológicas, mas também dos campos da arte, cultura e educação.

Nessa direção, a partir de 2004 foram realizadas ações de divulgação científica que contaram com palestras, apresentação de peças teatrais e de contação de histórias, tanto em escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio, quanto em espaços mais amplos e diversificados, inter, trans e multidisciplinares, especialmente em eventos promovidos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), pelo Ministério da Educação (MEC), pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Como prolongamento de seus propósitos, o CanalCiência, numa ação inovadora, passou a complementar as atividades de divulgação científica com as de competência em informação (“information literacy”) ou alfabetização informacional, num reforço pedagógico mútuo, de informação e conhecimento. A mola propulsora foram as demandas apresentadas por educadores ao CanalCiência, desde 2006, por ocasião, da sua incorporação à Coordenação de Ensino e Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação, vindo da sede do IBICT em Brasília para o Rio de Janeiro.

A partir daí o CanalCiência tem intensificado suas ações educativas por meio de oficinas teóricas e práticas direcionadas à utilização crítico-reflexiva de informações científicas e tecnológicas. A ênfase é na orientação de como buscar e usar corretamente a informação em C&T, e de respeito à propriedade intelectual na elaboração de trabalhos e citações, bem como de utilização das normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a fim de integrar professores e alunos às novas Tecnologias de Comunicação e Informação (TICs).

Em 2008, considerando a repercussão e o efeito multiplicador de suas ações, as Oficinas deram origem ao Guia Informacional para Professores, elaborado pela equipe do CanalCiência, na versão impressa e em CD-Rom, e também disponível para download em: biblioteca.ibict.br/phl8/anexos/CanalCienciaGuiaProfessores.pdf . Em 2009, um trabalho sobre o Guia foi apresentado em congresso internacional realizado em Barcelona, Edulearn - International Conference on Education and New Learning Technologies, e posteriormente publicado no Brasil em português, na revista DataGramaZero. Destinado a professores e alunos dos ensinos médio e técnico, o Guia visa a, principalmente, desenvolver competências e habilidades relacionadas com as temáticas científicas e informacionais presentes em sala de aula, nas escolas públicas ou privadas.

Desde então, as Oficinas têm como objetivos, na perspectiva da divulgação científica e da competência em informação, estimular a utilização adequada da informação, seja no formato eletrônico ou impresso; contribuir para o desenvolvimento de habilidades em informação necessárias à ampliação do conhecimento, com o propósito de realizar buscas em fontes virtuais legitimadas e atingir usos corretos da informação, e podem ser realizadas em qualquer cidade do País.

O CanalCiência, de 2004 a 2009, já atendeu em atividades educativas presenciais a mais de 2.000 pessoas, entre estudantes e educadores das cidades do Rio de Janeiro, Paracambi, Quissamã e Duque de Caxias (RJ), Nova Soure (BA) e de Brasília e regiões do seu entorno (DF).