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Diretora do Ibict abre conferência sobre participação das mulheres na área de C&T

Diretora do Ibict abre conferência sobre participação das mulheres na área de C&T

Conferência Livre do MCTI - Mulheres na Ciência

 

Mulheres na Ciência foi o tema da Conferência Livre ocorrida nesta quarta-feira (2) na sede da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com vídeoconferência direta com os institutos de pesquisa do ministério. O evento promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) foi aberto pela diretora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Cecília Leite, representando a Secretária Executiva do MCTI, Emília Curi.

Na ocasião, foram discutidas as políticas públicas de gênero, a criação do Comitê de Gênero do MCTI, a formalização de um plano de ações do programa Mulheres na Ciência para o próximo quadriênio, entre outras questões.

O MCTI integra o Conselho Nacional de Direitos da Mulher/CNDM, sendo que essa representatividade o coloca no centro do Programa de Monitoramento de Políticas para as Mulheres/PNPM.

Para Cecília Leite, o diálogo foi enriquecedor. “Saio desse encontro muito melhor do que entrei. Eu me vi em cada fala das mulheres aqui presentes. Como mencionado, o Ibict é sim um instituto bastante feminino, devido ao expressivo número de servidoras e colaboradoras, algo que eu considero um elogio, uma vez que as mulheres que aqui trabalham são extremamente guerreiras, responsáveis e inovadoras”, ressaltou.

A diretora, na ocasião, quis registrar importante prêmio internacional entregue a uma pesquisadora do Ibict, Bianca Amaro. “O prêmio recebido pela Bianca representa o profissionalismo e a dedicação das mulheres do instituto. Temos a sorte, o desejo e a responsabilidade de lutarmos também por aquelas mulheres que não tiveram a mesma oportunidade que nós”, salientou.

Ludmila Brito Ribeiro, assessora da Subsecretaria de Coordenação das Unidades de Pesquisa (Scup/MCTI), explicou que o ministério vem, ao longo dos últimos 10 anos, desenvolvendo ações de fomento ao interesse e ao ingresso das mulheres na ciência. “Deixo registrado que as ações desenvolvidas por colegas do CBPF e do CNPq, a partir de 2005, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, são o marco inicial de formalização de ações de paridade na ciência. Mas sabemos que ainda é muito pouco em face do universo que temos de enfrentar na promoção da igualdade de gênero no ambiente da pesquisa”, afirmou, acrescentando que políticas públicas de paridade farão parte do programa de ações do MCTI.

“A partir da publicação da portaria de criação e institucionalização do Comitê de Gênero do MCTI, espera-se formalizar um plano de ações de paridade na ciência para o próximo quadriênio. Nesse sentido, a realização desta conferência é um marco deste novo momento em que o ministério institucionaliza as questões de gênero”, disse Ludmila, questionando as mulheres presentes quanto ao que elas podem fazer pela ciência, tecnologia e inovação, e o que a ciência, a tecnologia e a inovação podem fazer pelas mulheres.

A secretária adjunta da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Linda Goulart, reforçou a necessidade de mudança de cultura para favorecer a igualdade de gênero, empoderando cada vez mais as mulheres, assim como conseguir cada vez mais direitos e participação para a mulher na sociedade patriarcal brasileira.

Ela destacou que em março de 2016 acontece a 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, na qual o tema central será “Mais direitos, participação e poder para as mulheres”. Segundo ela, o evento será dividido em quatro eixos: 1º) contribuição dos conselhos dos direitos da mulher e dos movimentos feministas e de mulheres para a efetivação da igualdade de direitos e oportunidades para as mulheres em sua diversidade e especificidades: avanços e desafios; 2º) estruturas institucionais e políticas públicas desenvolvidas para as mulheres no âmbito municipal, estadual e federal: avanços e desafios; 3º) sistema político com participação das mulheres e igualdade: recomendações; e 4º) sistema Nacional de Políticas para as Mulheres: subsídios e recomendações.

 

Daniela Cunha

Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Créditos da imagem: Daniela Cunha

Data da Notícia: 03/12/2015 16:20