Banner ACVCarinianaOasisbrManifesto

Sala de Imprensa

Workshop discute produção científica sobre o Cerrado

Workshop discute produção científica sobre o Cerrado

Miguel Arellano, Fátima Tavares e Bruno Nakagomi

 

O Jardim Botânico de Brasília (JBB) promoveu, nesta quinta-feira (17/03), o I Workshop de Produção Científica sobre o Cerrado. O evento teve por objetivo discutir o papel do JBB e sua Estação Ecológica na geração de conhecimento sobre o Cerrado, visando seu fortalecimento como espaço para pesquisa no Distrito Federal.

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) esteve presente ao evento. Na ocasião, Fátima Tavares e Miguel Arellano, servidores do instituto, ministraram palestras sobre o Projeto Saberes do Cerrado, que é coordenado pelo Ibict em parceria com o JBB e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O Saberes do Cerrado é um projeto que visa à valorização social da biodiversidade do bioma cerrado e ao reconhecimento atual do papel atribuído às áreas protegidas, considerando a diversidade de saberes associados à transformação ou à preservação das paisagens do DF.

Em sua apresentação, Fátima Tavares, que é a coordenadora técnica de pesquisa do projeto Saberes do Cerrado, falou sobre a “Gestão da informação para a preservação da biodiversidade: estudo espaço – temporal aplicado à Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasília”. Segundo ela, o Ibict, o JBB e a UFSCar desenvolvem o Projeto Saberes do Cerrado em cooperação, desde 2013, e têm realizado estudos multidisciplinares, análises e ações dedicadas à informação ambiental com foco na preservação da biodiversidade do Cerrado e no papel da utilização de tecnologias digitais na construção de relações integradoras entre a sociedade e a missão do JBB e de sua Estação Ecológica (EEJBB).

“A temática desta apresentação é a situação em meio urbano da EEJBB, que está afetada pela questão do insulamento. Esse quadro exige monitoramento sistemático da ocupação territorial envolvente para o cumprimento dos objetivos de conservação dos 4.500 hectares de Cerrado contidos na unidade. A introdução de tecnologias digitais e a gestão da informação podem contribuir para o monitoramento eficaz e para a definição de políticas públicas, se consideradas as interações locais e seus múltiplos fatores de mudança”, ressaltou Tavares.

Fátima Tavares explicou que com o apoio de estudo no campo da história urbana e da transformação da paisagem, se reconhece a tendência ao insulamento da EEJBB, apesar da sua integração ao mosaico da Reserva do IBGE e da Fazenda Água Limpa, da UnB. “Este enfoque no processamento e na gestão da informação geográfica está sustentado no estudo de caso da EEJBB, mas se reporta às possibilidades de construção de políticas públicas que considerem a relevância da gestão integrada do território, a percepção ambiental urbana e a valorização da paisagem do Cerrado como forma de interagir com a sociedade local para a preservação das áreas protegidas do DF”, acrescentou Tavares.

Miguel Arellano, coordenador da Rede Cariniana do Ibict, contou que na perspectiva da organização, disseminação e preservação da informação científica e tecnológica, o projeto Saberes do Cerrado estruturou a Biblioteca Digital do Cerrado em Dspace, em processo de experimentação, e apoiou a criação da revista Heringeriana, do JBB, em formato eletrônico (OJS/SEER).

“Nesses casos, não só se garante o acesso e a apropriação de conteúdos digitais por especialistas e setores amplos da sociedade no tempo presente, quanto há a possibilidade de as coleções disponíveis, após análise, se vincularem à Rede Brasileira de Serviços de Preservação Digital – Cariniana, configurando, assim, a construção de política pública para a preservação em longo prazo do patrimônio técnico e científico do DF. Nesses termos, a presença do Ibict, junto ao JBB, no projeto, cumpre papel fundamental no processo de aderência às ações voltadas para a construção efetiva de uma sociedade do conhecimento”, afirmou Arellano.

Ao abrir o evento, Jeanitto Gentilini, diretor executivo do JBB, reconheceu o trabalho da academia e dos pesquisadores na gestão do JBB. Ele ressaltou a importância do plano de manejo e da educação ambiental nas escolas e empresas, além de reforçar a necessidade de socializar as informações obtidas pelas pesquisas científicas.

Yves Drummond, representando o Secretário de Meio Ambiente do GDF, André Lima, também destacou a importância da pesquisa como forma de balizar às políticas públicas e parabenizou o JBB pela iniciativa, apontando a relevância do JBB para a qualidade de vida da população.

Daniela Cunha

Núcleo de Comunicação Social do Ibict 18/03/2016

Créditos da imagem: Daniela Cunha

Data da Notícia: 18/03/2016 10:45