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Seminário discute sustentabilidade dos APLs de base mineral em Brasília

Seminário discute sustentabilidade dos APLs de base mineral em Brasília

Mesa de abertura de seminário sobre APLs de base mineral

 

Formalização e organização da produção para sustentabilidade dos Arranjos Produtivos Locias (APLs) de Base Mineral. Esse foi o tema principal do XII Seminário Nacional de Arranjos Produtivos Locais de Base mineral e IX Encontro da RedeAPLmineral realizados nesta terça-feira (8), no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília.

O seminário e o encontro, organizados pela RedeAPLmineral, são eventos prévios da 7ª Conferência Brasileira de Arranjos Produtivos Locais.  A conferência é um evento de caráter nacional, cujo objetivo é aprimorar as políticas públicas e estimular o crescimento local, promovendo a troca de informações e de experiências no desenvolvimento das empresas e empreendedores organizados em APLs.

A RedeAPLmineral é uma rede de informação estruturada para dar apoio ao setor mineral de pequena escala, especialmente aos APLs de base mineral. Sua estrutura organizacional é composta pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec/MCTI), Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (SGM/MME), Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e Centro de Tecnologia Mineral (Cetem). Além dessas instituições, a rede conta com o apoio do Grupo de Trabalho Permanente para APLs do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (GTP APL/MDIC) e da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).

Durante o seminário, a diretora do Ibict, Cecília Leite, falou da participação do instituto no trabalho desenvolvido pela RedeAPLmineral. “Há alguns anos, o Ibict iniciou a sua participação na rede, com o objetivo de auxiliar o projeto na recuperação, organização e disseminação da informação. Todo o conhecimento que vem sendo realizado na rede necessita de organização da informação para que seja disponibilizado para a sociedade, especialmente para a comunidade de maior interesse, gerando conhecimento, desenvolvimento e avanços”, observou Cecília.

O secretario da SGM/MME, Carlos Nogueira da Costa Júnior, ressaltou que o seminário e o encontro ajudam a demonstrar o fortalecimento das cadeias que estão formatadas nos APLs de base mineral. "O desenvolvimento desses APLs desperta o empreendedorismo, as parcerias, e consequentemente a inovação das regiões. Devemos continuar nesse viés, que é de muita luta e vontade”, salientou o secretário.

“Estamos pensando no futuro da rede e de suas ações. No próximo ano, será implantado um novo projeto, no qual o Ibict será o órgão executor, que visa a sustentabilidade da RedeAPLmineral. Há algum tempo, a coordenação da rede busca mais autonomia e esse projeto busca encontrar meios  e possibilidades de sustentabilidade”, disse Cristina Ferreira Silva, representante da Setec/MCTI.

O diretor do Cetem, Fernando Antônio Freitas Lins, explicou que o desafio constante do setor mineral é fazer com que mais APLs atuem de forma organizada. “Isso fará com que as instituições e organizações que trabalham em prol do setor tenham mais acesso a dados e informações que auxiliaram no crescimento dos APLs de base mineral”, pontuou Lins.

Francisco Hollanda Vidal, coordenador da RedeAPLmineral, registrou que apesar da crise econômica, existem incentivos vindos de alguns setores. Temos exemplos de APLs que estão conseguindo ajudar a manter um bom desempenho econômico, social e cultural de suas regiões. Esse acontecimento faz com que os APLs, formados na maioria das vezes por pequenas e médias empresas, tenham papel fundamental no desenvolvimento regional do país”.

APLs

Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) são agrupamentos de empresas que têm por objetivo melhorar o desempenho produtivo regional, o que pode ajudar no desenvolvimento da economia local.

Atualmente existem 677 APLs, presentes em 2.175 municípios brasileiros, responsáveis por mais de três milhões de empregos diretos em 59 setores da economia brasileira. Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento da Produção (SDP) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Victor Almeida

Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Créditos da imagem: Victor Almeida

Data da Notícia: 08/12/2015 15:15