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SEER já é usado por 63 revistas brasileiras

O Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) - software de acesso livre utilizado para a construção e a gestão de uma publicação periódica eletrônica - já é utilizado no Brasil por 63 revistas científicas e acadêmicas. A maioria delas possui registro no ISSN, conta com um sistema de avaliação pelos pares e adota normas para submissão dos trabalhos.

Os dados sobre a disseminação do software SEER no Brasil foram divulgados por Miguel Ángel Mardero Arellano, técnico responsável pelo Sistema no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), no X Encontro Nacional de Editores Científicos, realizado na cidade de São Pedro, interior do Estado de São Paulo, entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro. Ele fez o balanço dos primeiros 11 meses de disseminação do software entre a comunidade acadêmica do Brasil e das ações desenvolvidas pelo Ibict para a difusão do conceito e dos princípios do acesso livre à informação científica.

Segundo Miguel Arellano, de novembro de 2004 a setembro de 2005 já foram feitos 19 treinamentos para 407 pessoas em instituições públicas e privadas, visando à divulgação e disseminação do SEER no Brasil. O portal do Ibict também disponibiliza informações sobre as condições físicas para os treinamentos e sobre o material didático necessário para sua realização.

"O Ibict incentiva a internalização e distribuição do SEER, com o objetivo principal de colaborar com os editores científicos na manutenção da suas publicações periódicas. Com essa ferramenta, é oferecido aos editores um ambiente no qual eles possam publicar e gerir todo o processo, desde a submissão e avaliação, até a publicação e arquivamento digital de seus artigos", explica o técnico.

De acordo com Miguel Arellano, o SEER constitui uma solução prática e econômica às necessidades dos editores científicos brasileiros. "O cadastro de pessoas interessadas e treinadas nos últimos meses revela essa realidade. São editores, cientistas, técnicos de informática e outros que têm manifestado essa percepção", observa ele.


O Sistema


O Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) foi desenvolvido a partir do modelo do Open Journal Systems (OJS), pacote de software desenvolvido pelo Public Knowledge Project da University of British Columbia, no Canadá, para a construção e gestão de uma publicação periódica eletrônica. Esta ferramenta contempla ações primordiais à automação das atividades de editoração de periódicos científicos, permitindo completa autonomia na tomada de decisões sobre o fluxo editorial, a publicação e o acesso por parte do editor. O Sistema define as etapas do processo editorial, conforme a política definida pela revista, dispondo de assistência e registro on-line em todas as fases do sistema de gerenciamento. Na etapa de submissão, o SEER disponibiliza ainda um espaço para comunicação com o editor e permite, inclusive, o acompanhamento da avaliação e da editoração do trabalho.

A principal característica do SEER é não se tratar de um software proprietário, desde sua instalação (Servidor Apache, My SQL, PHP) até a definição do ambiente computacional (Linux, Free BSD, Solaris e MAC OSX). É o único software no Brasil que possui o protocolo OAI para intercâmbio de dados essenciais (metadados), além do mecanismo para preservação do seu conteúdo do projeto de preservação digital LOCKSS (Lots of Copies Keeps Stuff Safe) e uma ferramenta de apoio à pesquisa (Research Suport Tool), acompanhando todos os textos publicados para acesso a recursos de informação científica na Internet..

O OJS foi customizado pelo Ibict para a língua portuguesa do Brasil no ano de 2003, dentro do projeto Biblioteca Digital Brasileira, passando a ser distribuído com a denominação Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) desde 2004.

"O SEER faz parte da nova geração de sistemas de gerenciamento de periódicos científicos. No Brasil, ele surge como modelo alternativo de publicação para ampliar o acesso, a preservação e o impacto das pesquisas e dos resultados daí provenientes", afirma Miguel Arellano.

Data da Notícia: 07/12/2005 16:19