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Sala de Imprensa

26/08/2014

 

Portal disponibiliza informações sobre acordos internacionais em C&T
Plataforma oferece dados relativos acordos bilaterais e multilaterais firmados pelo governo brasileiro.
http://www.mcti.gov.br/web/guest/noticias/-/asset_publisher/IqV53KMvD5rY/content/portal-disponibiliza-informacoes-sobre-acordos-internacionais-em-c-t

Ministro reforça papel de instituições de pesquisa para a inovação
Campolina visitou o Instituto Nacional de Tecnologia, unidade do Ministério da CT&I credenciada para atuar junto à Embrapii
http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2014/08/ministro-reforca-papel-de-instituicoes-de-pesquisa-para-a-inovacao

Desembolso da FAPESP com pesquisa científica triplica em 10 anos
a FAPESP elevou em 6,5% os recursos financeiros destinados em um ano para pesquisas científicas e tecnológicas desenvolvidas no Estado de São Paulo
http://agencia.fapesp.br/19673

Chamada prevê mais de R$ 640 milhões para apoiar a consolidação dos INCTs
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) 
http://www.agenciacti.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6111:chamada-preve-mais-de-r-640-milhoes-para-apoiar-a-consolidacao-dos-incts&catid=1:latest-news

MEC seleciona projetos científicos nas áreas de pesquisa e inovação
A iniciativa realizada em conjunto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) integra a política de inovação e educação tecnológica da rede federal para o fomento da formação de recursos humanos qualificados.
http://www.brasil.gov.br/educacao/2014/08/mec-seleciona-projetos-cientificos-nas-areas-de-pesquisa-e-inovacao

Oferta de crédito aumenta para projetos de inovação no setor de TI
A oferta de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para atividades relacionadas a tecnologia da informação e comunicação (TIC) vem aumentando de maneira progressiva e constante
http://www.agenciacti.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6106:oferta-de-credito-aumenta-para-projetos-de-inovacao-no-setor-de-ti&catid=1:latest-news

BNDES aprova financimento de R$ 41,3 milhões para empresas de TI em cinco estados
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 41,3 milhões em financiamentos a seis empresas de tecnologia da informação
http://www.agenciacti.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6109:bndes-aprova-financimento-de-r-413-milhoes-para-empresas-de-ti-em-cinco-estados&catid=1:latest-news

Cooperação científica com Portugal entra em nova etapa
O motivo do encontro foi discutir a cooperação científica entre pesquisadores no Estado de São Paulo e de instituições de pesquisa em Portugal.
http://agencia.fapesp.br/19674

Projeto obriga governo a incentivar acesso da população a bibliotecas públicas
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6959/13, do Senado, que obriga o governo a promover o acesso da população ao acervo e aos equipamentos das bibliotecas públicas
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/projeto-obriga-governo-incentivar-acesso-da-populacao-bibliotecas-publicas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=projeto-obriga-governo-incentivar-acesso-da-populacao-bibliotecas-publicas

The Guardian: Não tenha medo do crescimento ele não é mais o inimigo do planeta
Artigo diz que a eficiência tecnológica é a resposta para a boa relação entre ambiente e crescimento
http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2014/08/25/the-guardian-nao-tenha-medo-do-crescimento-ele-nao-e-mais-o-inimigo-do-planeta/?from_rss=None


FOLHA DE S. PAULO - SP - OPINIÃO

O assunto é inovação

Inovo, logo existo

Luiz Mello

O governo parece desprezar o potencial de áreas onde é muito competitivo por entender que é melhor investir nos setores de alta tecnologia

Inovar é o imperativo do momento. O antigo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) é agora Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A sua Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) tornou-se a Agência Brasileira da Inovação. A recém-criada EMBRAPII explicita inovação industrial em seus dois "is". Do lado empresarial, a CNI criou a Mobilização Empresarial pela Inovação. Pode-se dizer que um dos elementos iniciais dessa primazia foi a própria Lei da Inovação, que completa dez anos em dezembro deste ano. O empenho para inovar no Brasil é crescente e decorre de esforços de múltiplos atores.

A indústria inova para reduzir custos, adequar-se a mudanças da legislação e, sobretudo, para aumentar a produtividade e conquistar novos mercados. Tanto aqui como em outros países, inovar é um elemento fundamental para o sucesso. Inovar no transporte transoceânico de minério de ferro, por exemplo, foi estratégico no sucesso da Vale. Mas toda inovação traz consigo o risco e a incerteza. Não buscá-la é a certeza de perecer. Contudo, não é garantia de sucesso.

Por causa de suas complexidades, esse sistema que encadeia academia, empresas e governo depende também de recursos públicos. Recursos não reembolsáveis são vitais. No Brasil, no entanto, o volume de recursos para subvenção pela Finep foi em 2013 somente 22% do que havia sido em 2010.

É verdade que o volume de recursos, como crédito para inovação a taxas subsidiadas, cresceu nos últimos anos. Todas as mudanças de nome e de novas estruturas são muito auspiciosas, mas o governo parece desprezar o potencial de áreas onde é muito competitivo por entender que é melhor investir nos setores de alta intensidade tecnológica.

A agropecuária e a mineração são penalizadas por essa visão restritiva que não possui fundamentação teórica ou suporte histórico. Nem o Manual de Frascati (para pesquisa e desenvolvimento) nem o Manual de Oslo (para inovação) impõem limitação ao setor primário.

Não há setores de alta intensidade tecnológica no Brasil. Por definição, esses setores investiriam acima de 10% de seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Por isso, o potencial da inovação dos setores que em outros países são de alta tecnologia é mínimo.

Onde estão as inovações desses setores de "alta tecnologia" no Brasil? Não há setor industrial no Brasil que faça esse investimento.

Investir em setores de média ou baixa intensidade tecnológica não é demérito. Considerando que o objetivo do investimento em inovação é aumentar a competitividade e a produtividade, a alavancagem de grandes setores industriais tem enorme potencial de retorno para a sociedade. E também para algumas atividades de elevada intensidade tecnológica, que podem ganhar dinamismo com a sua vinculação à inovação dos setores de base.

Países mineradores, como Austrália e Canadá, não excluem a mineração de suas prioridades na agenda de inovação. Aliás, a extração de minérios possui afinidades com a extração de petróleo e ambas alavancam grandes redes de fornecedores e de inovadores.

Gastar mais não é receita de sucesso. Investir em pesquisa e desenvolvimento não torna automaticamente uma empresa líder em inovação. Mas inovar é um imperativo, e investir corretamente em pesquisa e desenvolvimento é fundamental para esse processo. Com um importante setor mineral, o Brasil pode ter uma grande alavanca contribuindo para a inovação desse setor. Cogito ergo sum, afirmou Descartes. Inovo, logo existo é hoje o lema.

LUIZ MELLO, 56, neurocientista, é diretor-presidente do Instituto Tecnológico Vale


CORREIO BRAZILIENSE - DF - POLÍTICA

Investimento em ciência relegado a segundo plano
Propostas para o setor tecnológico dos três principais presidenciáveis são abordadas de maneira discreta nos programas de governo apresentados ao TSE. Especialista defende mais investimentos para impulsionar a área

ANDRÉ SHALDERS
A julgar pelas diretrizes apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos três principais postulantes à Presidência da República, a área de ciência, tecnologia e inovação continuará fora do rol de prioridades do país nos próximos quatro anos, independentemente do resultado das urnas. Nos programas apresentados por PT, PSDB e PSB, o tema é visitado de forma superficial e com pouco destaque. Na chapa encabeçada pelo PT, a ênfase recai em programas já criados pelo governo, como as Plataformas da Inovação, enquanto o PSB de Marina Silva enfatiza a integração da área ao sistema educacional. A chapa do tucano Aécio Neves traz como meta a elevação do gasto com a área para cerca de 2% do PIB até 2020, e a manutenção de algumas iniciativas atuais, como o programa Ciência sem Fronteiras.

Na avaliação do doutor em ciência política pela UnB José Matias-Pereira, o avanço da área no país é limitado pela ausência de políticas públicas consistentes e continuadas. “Houve um esboço com a Lei de Inovação (em 2004), e existem iniciativas dispersas, mas ainda insuficientes. Os governos brasileiros, em geral, se restringem a um discurso de estímulo à ciência, tecnologia e inovação, mas pouco se faz para priorizar a área de fato”, diz. Segundo o especialista, o Brasil investe cerca de 1% do PIB em inovação, “o que é pouco para um país que precisa dar um salto nessa área”. Ele destaca que o tema é fundamental para garantir a competitividade da economia, especialmente no setor industrial.

Nas diretrizes da chapa encabeçada por Marina, a ênfase recai na integração do setor com a política educacional. “A articulação com as políticas de ciência, tecnologia e inovação é pauta fundamental da agenda educacional brasileira”, estabelece o documento. No mesmo tópico, a diminuição da evasão de alunos do ensino médio e a ampliação do número de estudantes no ensino integral são apresentados como propostas para a área. As diretrizes falam ainda em “revisitar tanto a cultura dos centros de pesquisa e universidades quanto a empresarial” para “estabelecer conexões mais imediatas entre a pesquisa pura e suas aplicações”. Curiosamente, as diretrizes falam em “acelerar o processo de aprovação do Marco Civil da Internet”, sancionado em abril.

Entre os três principais postulantes à Presidência, Dilma foi a que tratou o tema de forma mais sucinta nas diretrizes entregues ao TSE, com menos de 3 mil caracteres sobre o tema. O tom é o da continuidade de ações em andamento. “No segundo governo Dilma, vamos ampliar as medidas já tomadas ao longo desses anos”, diz o primeiro trecho.

O texto segue citando iniciativas, como o Governo Digital, que reúne informações e serviços de órgãos públicos na internet; o Brasil sem Burocracia, que visa simplificar serviços prestados a pessoas jurídicas, e o programa das Plataformas do Conhecimento, cujo objetivo é estabelecer convênios entre empresas e centros de pesquisa públicos.

Parcerias
Já as diretrizes apresentadas pelo PSDB de Aécio Neves destacam as parcerias com o setor privado e a manutenção de algumas políticas já existentes. “Pouca pesquisa, porém, se faz direcionada para o desenvolvimento industrial, da agropecuária e do setor de serviços. Em patentes, a participação do Brasil continua muito reduzida”, anota um trecho.

Entre outros pontos, o programa de Aécio fala em ampliar o programa Ciência sem Fronteiras “para incluir professores e pesquisadores, promovendo a integração de centros de pesquisas brasileiros com centros de pesquisa que sejam referências internacionais”, diz. O programa tucano é o único que traz meta explícita de ampliação do financiamento da área.