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Sala de Imprensa

18/03/2014

Novo ministro busca fronteiras científicas e tecnológicas mundiais
Clelio Campolina planeja dar continuidade ao trabalho de Raupp no MCTI e, em médio prazo, elevar o patamar do Brasil ao nível de países desenvolvidos na área
http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2014/03/novo-ministro-busca-fronteiras-cientificas-e-tecnologicas-mundiais

Brasileiros e americanos discutem fronteiras de ciência e engenharia
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Alvaro Prata, é o coordenador brasileiro do evento. Do lado norte-americano, o papel cabe à diretora da Faculdade de Engenharia da Universidade de Toronto, Cristina Amon.
http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2014/03/brasileiros-e-americanos-discutem-fronteiras-de-ciencia-e-engenharia

Seminário traça estratégias para popularização da SNCT
Brasília vai sediar o primeiro Encontro dos Coordenadores Regionais – Seminário SNCT/2014. Desta terça-feira (18) até quinta (20), os responsáveis pela Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) nos estados estarão na capital federal para avaliar a edição de 2013 e traçar estratégias de organização e gestão para a deste ano.
http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2014/03/seminario-traca-estrategias-para-popularizacao-da-snct

Capes destinará R$ 126 milhões para melhoria de programas de Pós-Graduação
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulga nesta segunda-feira (17), o edital nº 11/2014, relativo ao programa Pró-Equipamentos, que receberá propostas de instituições públicas ou comunitárias de ensino superior e dos institutos de pesquisa 
http://www.brasil.gov.br/educacao/2014/03/capes-destinara-126-milhoes-para-melhoria-de-programas-de-pos-graduacao

Trocas nos ministérios foram por motivos políticos. Já no MCTI, por “desafios pessoais”, diz presidente Dilma
Dilma fez uma série de elogios à atuação de Marco Antonio Raupp à frente do MCTI, citando a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e o programa Inova Empresa.
http://www.agenciacti.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5330:trocas-nos-ministerios-foram-por-motivos-politicos-ja-no-mcti-por-desafios-pessoais-diz-presidente-dilma&catid=3:newsflash

Troca de ministro acontece em momento inoportuno, avaliam Consecti e Confap
Na opinião do presidente do Consecti, Jadir Péla, a troca de ministros - faltando apenas nove meses para terminar o ano -  pode gerar sérias conseqüências para a comunidade científica.
http://www.agenciacti.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5315:consecti-e-confap-reprovam-troca-de-ministro&catid=1:latest-news

FOLHA DE S. PAULO 18/03/2014
ARTIGO

A aberração do troca-troca
Como cientistas, enxergamos de maneira trágica o uso do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação como parte de arranjos políticos

Helena B. Nader

Foi com grande desapontamento que recebemos a notícia da substituição do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, matemático que há mais de dois anos, desde sua nomeação, em janeiro de 2012, vem prestando excelentes serviços ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação ao nosso país.

Raupp assumiu a pasta com apoio integral da comunidade científica brasileira que nele reconheceu um legítimo representante, capaz de elevar e certamente lutar pelo tratamento da ciência e tecnologia como uma das políticas de Estado prioritárias na esfera pública nacional. E foi o que fez ao longo de sua gestão no ministério, sempre ouvindo e interagindo com as mais diversas sociedades, organizações, instituições e empresas que integram o cenário da ciência, tecnologia e inovação no Brasil.

Para a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da qual foi presidente entre 2007 e 2011, e para a Academia Brasileira de Ciências (ABC), foi um interlocutor inestimável em vários momentos, como nas longas discussões sobre a implantação de um Código Nacional de Ciência e Tecnologia no país, entre tantas outras frentes em prol de melhorias nas nossas áreas de atuação.

Tem lutado pela implantação de uma cultura favorável à inovação tecnológica advinda de parcerias entre setores públicos e privados, por acreditar que é esse o melhor caminho para a transformação do conhecimento científico e tecnológico em desenvolvimento socioeconômico.

Somos testemunhas dos esforços de Marco Antonio Raupp e sua equipe no ministério para adequar os sucessivos cortes nos orçamentos da pasta ao atendimento do projeto maior para o país, que representam os programas de ciência, tecnologia e inovação.

Não é o perfil do novo ministro a assumir o MCTI, Clelio Campolina Diniz, engenheiro, cientista econômico e até então reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, que nos preocupa, pois certamente é um profissional que representa a comunidade acadêmica e que preenche os requisitos para assumir a pasta.

O que nos assusta é a mínima falta de consideração com a continuidade de um trabalho tão complexo como são os programas governamentais de ciência, tecnologia e inovação, que, até se acomodarem a uma nova gestão, já terão consumido boa parte dos apenas nove meses que restam da atual administração federal. É tempo insuficiente para inteirar-se de todos os programas, instituições, demandas e projetos de lei em andamento e toda a complexidade de decisões e ações que o sistema requer. Mas isso parece não ser levado em conta.

Não é novidade para nós assistir à aberração para um país que se quer desenvolvido do troca-troca de ministros na pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação. Desde que foi criado o ministério, em março de 1985, como compromisso do programa de governo de Tancredo Neves e assumido pelo presidente José Sarney, a pasta foi utilizada como instrumento de barganha política em vários momentos. Somente no governo Sarney, entre outubro de 1987 a março de 1989, foram cinco trocas de titulares, e no governo de Fernando Collor, três titulares revezaram-se na pasta, entre março de 1990 e outubro de 1992.

Como cientistas, enxergamos de maneira trágica a utilização do MCTI como parte de arranjos políticos. O risco de descontinuidade das ações que vêm sendo empreendidas pela pasta, o prejuízo do tempo e dos recursos que serão perdidos devido à proximidade das eleições e a incerteza quanto aos rumos que o governo pretende dar aos programas de ciência, tecnologia e inovação são motivos suficientemente alarmantes para ficarmos preocupados e atentos.

HELENA B. NADER, 66, professora titular da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

VALOR ECONÔMICO 18/03/2014

Esforço de pesquisa

O novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina Diniz, afirmou que o governo e o setor privado precisam trabalhar juntos para ampliar "o esforço de pesquisa do capital estrangeiro" no Brasil. Segundo ele, é preciso reverter a lógica em que as multinacionais fazem pesquisas no exterior e trazem para o Brasil apenas a linha de montagem. O ministro reconheceu que a criação de um ambiente mais favorável a esse tipo de investimento depende de ajustes tributários e disse que o ministério pode contribuir, mostrando que o Brasil "e tem potencialidades". Questionado sobre as medidas que o ministério poderia adotar, disse que é preciso "criar um ambiente cooperativo, de estímulo".