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Sala de Imprensa

06/06/2014

Governo federal anuncia nova versão do programa INCTs

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, anunciam nesta sexta-feira (6) a nova edição do programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

http://www.cnpq.br/web/guest/noticiasviews/-/journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/1932359

CNPq lança nesta sexta o maior edital de sua história

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lança nesta sexta-feira, dia 6, o maior edital de sua história: uma chamada de R$ 642 milhões para renovação do programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs)

http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/cnpq-lanca-nesta-sexta-o-maior-edital-de-sua-historia/cHash=949252d9aa488965157cda0adc7fb8db

Dilma pede que iniciativa privada banque Ciência sem Fronteiras

A presidente Dilma Rousseff queixou-se nesta quinta-feira (5) de que depende da iniciativa privada oferecer 26 mil bolsas no exterior para que o programa Ciência sem Fronteiras, de graduação e pós-graduação no exterior, alcance sua meta

http://educacao.uol.com.br/noticias/mobile/2014/06/05/dilma-pede-que-iniciativa-privada-banque-ciencia-sem-fronteiras.htm

Concessão de crédito para inovação é insuficiente no Brasil, avaliou presidente da Finep

Apesar da concessão de crédito ter crescido junto com a demanda por inovação, ela ainda é insuficiente para o Brasil. A avaliação é do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, feita nesta quarta-feira (4) no Fórum Inovação, Infraestrutura e Produtividade, na capital paulista.

http://www.agenciacti.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5736:concessao-de-credito-para-inovacao-ainda-e-pouco-no-brasil-avaliou-presidente-da-finep&catid=1:latest-news

Levar tecnologia às escolas rurais é um desafio, declarou secretária do MEC

Infraestrutura é um dos maiores desafios para levar as novas tecnologias às escolas das áreas rurais. A constatação foi da secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC), Macaé Evaristo, durante o workshop “Educação do Campo e Conectividade”,

http://www.agenciacti.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5737:levar-tecnologia-as-escolas-rurais-e-um-desafio-declarou-secretaria-do-mec&catid=1:latest-news

Nomes dos candidatos ao cargo de diretor do Inpa são enviados a Brasília

A lista tríplice com os nomes dos indicados ao cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) foi entregue ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT&I), Clélio Campolina.

http://acritica.uol.com.br/noticias/manaus-amazonas-amazonia-Nomes-candidatos-diretor-Inpa-enviados-Brasilia-meio_ambiente_0_1150684935.html

Câmara aprova prorrogação de benefícios fiscais ao setor de informática

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei 6727/13, do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que prorroga o prazo de benefícios da Lei da Informática (8.248/91).

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/INDUSTRIA-E-COMERCIO/469735-CAMARA-APROVA-PRORROGACAO-DE-BENEFICIOS-FISCAIS-AO-SETOR-DE-INFORMATICA.html

O ESTADO DE S. PAULO - SP - ECONOMIA & NEGÓCIOS

Inovação demora a avançar no País,apesar do crédito

Entraves como burocracia, educação deficiente e relação difícil entre empresas e universidades atrapalham progressos na área

Jiane Carvalho

ESPECIAL PARA O ESTADO

O Brasil tem avançado em políticas de incentivo à inovação, mas ainda existem muitos obstáculos a serem vencidos. O Fórum Estadão - Inovação, Infraestrutura e Produtividade, realizado na quarta-feira em São Paulo, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), reuniu representantes de governo, empresas e acadêmicos para debater o tema. Um ponto comum dos discursos foi a necessidade de assegurar a competitividade das empresas nacionais por meio dotripé inovação, infraestrutura e produtividade. A segunda edição do fórum colocou em evi dência o contraste entre a oferta de instrumentos de financiamento público de projetos voltados à inovação e o desafio de superar entraves como infraestrutura deficiente, educação ruim, burocracia e a distância entre universidade e empresas. Na abertura do evento, representantes de governo, empresas e meio acadêmico defenderam a inovação como imperativa para garantir competitividade. O presidente do Conselho de Administração do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), Ruy Martins Altenfelder Silva, chamou a atenção para o lento avanço do Brasil quando comparado a países como a Coreia do Sul. “Há quatro décadas, os dois países tinham indicadores parecidos, mas a Co reia investiu pesado em educação, revolucionou sua economia e virou um tigre asiático. Hoje, a Coreia é referência do que deveríamos ter feito e não fizemos”, comentaAltenfelder, lembrando que o Brasil ocupa a 75ª posição no ranking de produtividade, entre 120 países. O crescimento dos recursos públicos destinados ao apoio de empresas que investem em ciência e tecnologia foi o destaque positivo das discussões, embora ainda não tenham atingido o objetivo de acelerar o ritmo de avanço do grau de inovação na economia brasileira. “Entre crédito reembolsável e não reembolsável, só o BNDES aumentou 16vezes ovo-lume de recursos destinados ao financiamento da inovação des de 2007”, destacou David Kupfer, assessor da presidência do BNDES. “O que precisa serlembrado é que o investimento em inovação deve sim ser feito com velocidade, mas sabendo que o retorno tem de ser considerado no longo prazo.” Como desafios que emperram o desenvolvimento de empresas inovadoras na economia brasileira, o representante do BNDES apontou a necessidade de que as instituições definam melhoro foco e permanecem no caminho escolhido por um bom tempo. “Não dápara avançar em direções diferentes.” Demanda. Com um orçamento de R$ 12 bilhões para este ano, a Finep – empresa pública ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia– é hoje um dos principais financiadores de programas de incentivo à inovação. O presidente da Finep, Glauco Arbix, apontou a demanda elevada por parte das empresas pelos recursos como um sinal da relevância que o tema tomou nos últimos anos. “Só no Inova Empresa, o orçamento chega a R$ 32 bilhões, mas a demanda agregada é muito maior, chegando a R$ 93 bilhões”, comentou o executivo. O Inova Empresa é uma parceria entre a Finep e o BNDES e tem vários programas específicos como Inova Aero Defesa, Inova Agro e Inova Saúde. Apesar das cifras altas destinadas ao financiamento de pro jetos inovadores, Arbix destacou gargalos de outras esferas que tornam o desenvolvimento da inovação no ambiente empresarial brasileiro mais lento do que em outros países, como o sistema frágil de educação, um marco regulatório não amigável à inovação, em virtude da burocracia, e a distância entre universidade e empresas. Na tentativa de dar mais agilidade no desenvolvimento de processo de inovação por parte das empresas e também melhorara qualidade do financiamento, o presidente da Finep aponta as vantagens de um programa em fase de gestação, o Plataformas do Conhecimento. Os principais pontos destacados pelo executivo são a definição de processo de avaliação por metas, a adoção de um regime especial de contratação de pessoas e de compras e a busca por “cérebros” do exterior para atuar no País. “A ideia central é que seja um investimento de longo prazo, garantindo funding por 10 anos.” Avanços. O secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, João De Negri, reforçou a relevância do projeto Plataforma do Conhecimento que deve focar inicialmente em três áreas. “Aatuação será voltada para os setores de energia, saúde e agricultura. A Finep terá que aprender a fazer algo novo.” Um dos avanços recentes na atuação da Finep, destacado por ele, é a redução nos prazos de avaliação de projetos e liberação de recursos. No passado, todas as etapas consumiam mais de 400 dias, e hoje a Finep consegue realizar o mesmo trabalho em 30 dias. De Negri defendeu a criação de parcerias público-privadas (PPPs) para entregar ao País o que ele precisa. “O Brasil sabe trabalhar bem com fomento, mas não sabe trabalhar com encomendas tecnológicas”, afirmou. “Dáparaavançareminovação, por exemplo, com o desenvolvimento de vacinas de doenças negligenciadas ou equipamentos voltados à saúde.”

O ESTADO DE S. PAULO - SP - ECONOMIA & NEGÓCIOS

Investimento privado em pesquisa está em 0,5% do PIB

Carla Araújo

O esforço de inovação das empresas brasileiras ainda é pequeno, quando comparado ao investimento feito em outros países “No mundo, em países desenvolvidos, as empresas investem por volta de 2% a 2,5% do PIB em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, os empresários investem o correspondente a 0,5%”, afirmou a diretorado Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fernanda de Negri. “Se somarmos o montante investido pelo governo, chegamos a algo em torno de 1% do PIB. Ainda há um longo caminho para percorrermos.” Gerson de Mello Almada, diretordaAirship, empresa do ramo aeronáutico, afirmou que o principal desafio brasileiro não está no financiamento. “A falta de recursos tem sido resolvida com mecanismos como os da Fi nep.” Para ele, o Brasil precisa, principalmente, definir em quais setores é competitivo para que se façam investimentos de forma mais assertiva. Competição. Segundo o reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Carlos Pacheco, os investimentos em inovação são fundamentais para o aumento da eficiência e da competitividade. “E investimento é decisivo para aumentar a produtividade”, disse. Ele destacou não serpossível mantero crescimento do País, diminuindo a desigualdade e aumentando a renda real, sem ampliar a produtividade. José Fernando Perez, presidente da Recepta Biopharma, empresa que desenvolve medicamentos, ponderou que acomplexidade da cadeia de inovação exige, além de investimentos, umavisão global de pesquisas. “Não dá para fazer tudo no País, a cadeia de inovação é muito complexa e buscar parcerias é fundamental”, disse.

O ESTADO DE S. PAULO - SP - ECONOMIA & NEGÓCIOS

Dinheiro é só uma parte

Existem fatores econômicos e culturais que impedem o avanço da inovação no País

RENATO CRUZ

Nos últimos anos, o governo tem feito um esforço para financiar a inovação no Brasil. Os empresários vêm se mobilizando em torno do tema, essencial para acompetitividade. Os indicadores de inovação, no entanto, avançam muito pouco, quando avançam. Por que isso acontece? Financiamento é somente um dos componentes necessários para que a inovação deslanche. O governo americano, por exemplo, coloca muito dinheiro em ciência, tecnologia e inovação, por meio de diversas agências e departamentos. O algoritmo de buscas do Google foi criado quando Larry Page e Sergey Brin faziam doutorado em Stanford, e participavam de um projeto financiado pela National Science Foundation (NSF), agência americana de apoio à pesquisa e à educação. O Vale do Silício surgiu na Califórnia graças a grandes investimentos do governo em pesquisa nas universidades da região depois da Segunda Guerra. Mas não é só isso. Por aqui, ainda não são comuns projetos que nascem na universidade e se transformam em empresas. O relacionamento entre setor privado e academia tem melhorado recentemente, mas ainda existem muitas incertezas. Uma delas, apontada na durante o evento, diz respeito àpropriedade intelectual. As empresas fecham acordo com universidades públicas e depois o acordo acaba sendo contestado na Justiça. Um fator importante que dificulta a inovação no Brasil é a falta de internacionalização. Se um setor é protegido por impostos de importação, por exemplo, as empresas não precisam sertão competitivas, e por isso não sentem tanta necessidade de inovar. Muitas companhias brasileiras são voltadas para dentro, tendo como única ambição atender o mercado interno. É muito diferente do que acontece com as startups americanas. Você visita uma companhia recém-criada porlá, comtrês pessoas trabalhando, e eles já têm planos de dominar o mundo. As empresas de tecnologia de Israel, até pelo tamanho do País, nascem sempre com pretensões internacionais. Países como Japão, Coreia e agora China tiveram sucesso em criar gigantes globais de tecnologia. Tirando a Embraer, onde estão os nossos? Uma exceção no cenário brasileiro é a agricultura. Antes da Embrapa, estatal de pesquisas agrícolas, a região do Cerrado era vista como inadequada à produção. Foi com muita tecnologia que as commodities brasileiras se tornaram competitivas no mercado global, ape sar de todos os problemas de infraestrutura logística. Grandes empresas instaladas no País, de capital nacional ou estrangeiro, investem em inovação. Mas a maioria das pequenas e médias está fora dessejogo. Elas consideram o processo de inovação muito caro e incerto, e não se arriscam nem mesmo a tentar. Existe uma ideia errada de que, para inovar, é necessário desenvolver tecnologia. Mas não. O conhecimento transformado em dinheiro no processo de inovação não Não existe inovação sem a possibilidade de errar e de tentar de novo precisa ter origem na própria empresa. Ele pode vir da academia, de centros de pesquisa e até de clientes e fornecedores. O importante é o resultado que se tem a partir da tecnologia, e não sua origem. A burocracia que torna tudo difícil por aqui também paralisa as atividades inovadoras. Existem mecanismos tributários interessantes de apoio à inovação, mas muitas empresas sentem insegurança de usá-los, porque não sabem se esse uso será contestadoposteriormente pelafiscalização. Para inovar, é importante poder errar e tentar de novo. No Brasil, isso é bem mais difícil. O risco que o investidor corre, ao colocar seu dinheiro em uma empresa iniciante, não se limita ao valor desembolsado. Em outros países, se a empresa quebra, ele perde o dinheiro e pronto. No Brasil, pode herdar opassivo da empresa que quebrou, e perder seu patrimônio pessoal parapagar as dívidas que sobraram. No Vale do Silício, existem empreendedores que criam duas outrês empresas fracassadas antes de seu primeiro sucesso. Por aqui, se quebrar, o empreendedor pode levar muitos anos até conseguir se recuperar. Para a inovação decolar no Brasil, falta ambiente econômico adequado. E também falta ambição. Tanto das empresas quanto das políticas públicas. Enquanto existiressa mentalidade voltada para dentro, de atender e de proteger o mercado interno, vai ser difícil inovar. O ESTADO DE S. PAULO - SP - METRÓPOLE CNPq lança maior edital de sua história Serão R$ 642 milhões para renovação do programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lança hoje o maior edital de sua história: uma chamada de R$ 642 milhões para renovação do programa de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). Dezenas deprojetos, com duração de seis anos, deverão ser selecionados até o início de 2015, com potencial para receber até R$ 10 milhões cada. O programa nasceu em 2008, com um edital de R$ 405 milhões, que selecionou 122 projetos, e depois cresceu para R$ 600 milhões, com a entrada de novas fontes de recursos. Uma chamada complementar, em 2010, voltada especificamente para as ciências do mar, acrescentou 4 projetos à lista. No total, foram investidos R$ 850 milhões em 126 INCTs, envolvendo quase 7 mil pesquisadores, que nos últimos cinco anos (2009-2013) foram responsáveis por 20% daprodução científica brasileira, segundo o presidente do CNPq, Glaucius Oliva. “Os resultados têm sido extraordinários”, disse. O valor do novo edital deverá crescerao longo do processo de julgamento dos projetos – previsto para durar seis meses –, à medida que novos parceiros financiadores forem incorporados ao programa. A bolsa inicial de recursos é dividida entre o governo federal (R$300 milhões) e 14 fundações estaduais de amparo àpesquisa (R$ 342 milhões). Várias empresas e outras instituições já manifestaram desejo de con tribuir para o edital, segundo Oliva. Conhecimento. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologiae Inovação, Clelio Campolina Diniz, os INCTs são “uma forma de dar um salto de conhecimento científico e abrir condições para que esse conhecimento seja transferido para aplicações práticas”. Uma das exigências do edital é que os projetos sejam desenvolvidos em parceria com empresas. Qualquer área de pesquisa pode ser contemplada. Mas a ideia é focar em grandes temas estratégicos, como biotecnologia, nanotecnologiae saúde./

HERTON ESCOBAR